
O Comitê Olímpico Internacional (COI) está estudando mudar as políticas de participação de atletas transgêneros nas competições. Atualmente, eles precisam passar pela cirurgia de mudança de sexo, ficar pelo menos dois anos em tratamento hormonal e entregar documentação legal confirmando o gênero ao qual eles nasceram.
Agora, as novas diretrizes que o Comitê podem permitir que os atletas que não passaram pela cirurgia também participem, além de reduzir para um ano apenas a exigência de reposição hormonal. As práticas antigas receberam diversas críticas dos defensores dos direitos dos transsexuais por serem muito restritivas e darem muita atenção à apresentação física do gênero, ao invés da forma como os atletas se autoidentificavam.
Além disso, o custo com as cirurgias e a lista de espera para que a cirurgia ocorra significaria um atraso considerável na carreira do atleta.
“Exigir uma cirurgia de mudança anatômica como pré-condição à participação não é uma medida necessária para preservar a competição justa e pode ser inconsistente com as mudanças na legislação e nas noções de direitos humanos”, explica o comunicado divulgado em novembro do ano passado pelo Comitê. No entanto, o comunicado não diz a partir de quando seriam válidas essas normas.



