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Paulo Roberto Taborda, 27 anos, está otimista com a seleção oficial para voluntário. | Henry Milleo/Gazeta do Povo
Paulo Roberto Taborda, 27 anos, está otimista com a seleção oficial para voluntário.| Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo

O título brasileiro de ginástica artística há quase três décadas foi o mais perto que Robson Viana Pereira, 46 anos, chegou do sonho que inspira a maioria dos atletas: estar em uma Olimpíada. De uma forma diferente, ele começou nesta segunda-feira (22) a reconstruir o objetivo. O professor de educação física integra a primeira turma curitibana de candidatos a ocupar uma vaga como voluntário nos Jogos do Rio.

O cadastro iniciado em 2014 levou 242.757 pessoas a se inscreverem para trabalhar de graça em 2016. O número superou o recorde de 240 mil pessoas registrado em Londres-2012, a melhor marca até então, já que os organizadores não divulgaram os dados de Pequim-2008.

No Paraná foram 3.904 pessoas, sendo 1.600 apenas em Curitiba. Contingente que começou nesta segunda a preparação no Centro de Formação de voluntários. O espaço é uma parceria com o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e a Faculdade Estácio. O treinamento vai até outubro e ajudará a definir se o concorrente estará ou não no Rio e em qual das áreas de atuação.

“O sonho de todo atleta é estar em uma Olimpíada. Vai ser uma realização pessoal de outra maneira. Vou tentar ser selecionado para trabalhar na arena da ginástica”, explicou Pereira. Além de professor, ele é árbitro em campeonatos da modalidade e pretende estar nos bastidores para torcer pelo bicampeonato olímpico de Arthur Zanetti nas argolas.

Rússia

Dos 192 países com representantes inscritos como voluntários, um deles chamou a atenção. “A Rússia teve dez mil inscritos, nos chamou muito a atenção, foi o que teve a maior procura”, contou a gerente-geral do Programa de Voluntários, Flávia Fontes. O boom foi motivado pela realização dos Jogos de Inverno de Sochi, em 2014. “Não havia a cultura do voluntariado na Rússia. Tiveram de criar um nome para isso e até uma legislação para tratar do tema”, acrescentou ela. Além disso, o Comitê Olímpico da Rússia requisitou que o consulado-geral do país no Brasil selecione voluntários bilíngues, fluentes em português e russo, para trabalhar com a delegação russa no país.

O currículo será levado em conta para definir o destino dos 70 mil voluntários que serão escalados para o maior evento esportivo do país. Serão 10 mil a mais do que os 60 mil na Inglaterra. Um dos motivos foi a inclusão de golfe e rúgbi como esportes olímpicos, conforme explicou a gerente-geral do Programa de Voluntários, Flávia Fontes.

Mas as preferências e aptidões não são garantias do destino nos Jogos, onde os voluntários serão divididos em nove setores de atuação, que incluem atendimento ao público, comunicação, imprensa, apoio operacional, produção de cerimônias, protocolo e idiomas, saúde, tecnologia, transportes e esportes – este o mais requisitado.

Ex-jogador dos núcleos do Rexona Vôlei, Paulo Roberto Taborta, 27 anos, gostaria de ver de perto o time de Bernardinho em ação. Outra opção do voluntário seria o ciclismo, esporte do qual já fez parte da equipe curitibana de pista.

Para se inscrever, os candidatos tinham de ter mais de 18 anos e ensino fundamental completo. O comitê organizador oferece uniforme, alimentação e transporte. “Estive também no Pan e no Parapan em 2007 e essa oportunidade agora considero como um marco no meu currículo. Não tem preço”, definiu a professora Margareth Schichoff, 51 anos, que trabalha na Apae e pretende trabalhar tantos nos Jogos Olímpicos como Paralímpicos, que contarão com 45 mil e 25 mil voluntários respectivamente.

O processo de escolha começou com dinâmicas online e nivelamento de idiomas. Na nova etapa iniciada nesta segunda, após assistirem a vídeos e participarem de dinâmicas de grupo, os voluntários iniciaram as sessões de entrevistas. A partir de novembro serão conhecidos os primeiros selecionados.

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