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Brasileirão

Oportunismo do Goiás derruba o Paraná no Serra Dourada

Tricolor joga melhor do que donos da casa, mas ao perder oportunidades, abre espaço para gols de bola parada dos goianos

Produtor de filmes B busca recursos para novo filme, em "O Crocodilo" | Divulgação/Downtown Filmes
Produtor de filmes B busca recursos para novo filme, em "O Crocodilo" (Foto: Divulgação/Downtown Filmes)

Uma vitória e três derrotas. Este é o retrospecto do técnico Gilson Kleina desde que chegou ao Paraná Clube. O mais recente revés do treinador paranista veio no Estádio Serra Dourada, onde o Goiás venceu o Tricolor por 2 a 0 na noite desta quarta-feira (1). Apesar disso, Kleina teve pouca influência na derrota. O time paranaense parou mesmo nos próprios erros nas bolas paradas.

Em um lance de pênalti, ainda que discutível, e em uma bola alçada na área tricolor, o Esmeraldino mostrou mais oportunismo, mesmo jogando um futebol pouco inspirado e objetivo. Ao contrário do time local, o Paraná jogou melhor durante a maior parte da partida, teve as melhores chances para marcar, porém não soube ir às redes.

Desta forma, o pequeno público de 3.521 torcedores fez a festa. Já a torcida paranista que acompanhava o jogo em Curitiba viu uma equipe jogando melhor, mas sofrendo dois castigos e colhendo a segunda derrota consecutiva fora de casa e a sexta neste Brasileirão.

Na próxima rodada, no domingo (5), o Tricolor volta a jogar em casa diante do líder Botafogo. Já o Goiás vai até São Paulo enfrentar o Corinthians.

Paraná joga mais, mas Goiás sai na frente com pênalti

A primeira parte da etapa inicial de partida foi bastante sonolenta. As defesas se sobressaíram e Goiás e Paraná pouco produziram em termos ofensivos. Os donos da casa apostavam tudo nas bolas altas para Fabrício Carvalho, enquanto o Tricolor pecava em tocar e lançar todas as bolas para Josiel. Como era de se esperar, a marcação em cima do artilheiro do Brasileirão foi forte.

Mesmo com mais posse de bola, o Esmeraldino parecia não saber o que fazer com a esférica. Principal destaque da equipe, o lateral/meia Paulo Baier não conseguia espaço para jogar, e desta forma os atacantes acabavam isolados. E desta maneira é que o Paraná gosta de jogar, marcando forte atrás e saindo rápido nos contra-ataques.

E foi assim que o time paranista quase abriu o placar aos 15 minutos, quando Vinícius Pacheco puxou o contragolpe e tocou para Luís Henrique. O zagueiro, bancando o ala, cruzou no pé de Josiel, mas o atacante acabou tocando sobre o gol. Esse posicionamento das duas equipes não mudou, e as emoções ficaram reservadas para os minutos finais do primeiro tempo.

Pacheco, em mais uma jogada de esperteza, roubou bola na saída do Goiás e tocou para Josiel aos 36 minutos. Na cara do gol, o artilheiro bateu rasteiro, e caprichosamente a pelota bateu na trave esquerda e saiu pela linha de fundo. Ainda assim, com menos posse de bola, o Paraná parecia muito próximo do gol. Para azar dos tricolores, aos 43, Nem disputou bola com Fabrício Carvalho e um lance polêmico, o atacante caiu na área e o também polêmico árbitro Wilson de Souza Mendonça marcou a penalidade máxima.

Na cobrança, Baier não perdeu a chance e colocou os goianos na frente. Enquanto alguns paranistas protestaram e mostraram indignação com o revés (Nem, na saída do campo, chamou o árbitro de "safado"), outro, como Josiel, acreditavam na virada, já que o Tricolor vinha melhor antes do gol.

Nova bola parada decreta sexta derrota

Na volta dos vestiários para o segundo tempo, nada mudou. Os times seguiram os mesmo, e o futebol paranista, superior e mais objetivo, também. O Goiás até procurou melhorar a marcação e valorizar mais a posse de bola, porém a forte marcação do Tricolor seguia dando trabalho aos homens de frente do Esmeraldino.

Com o domínio, parecia que o empate viria mais cedo ou mais tarde. Na melhor chance, aos 17, Adriano veio de trás, tabelou com Josiel e bateu forte. Harlei teve muito trabalho, mas fez a defesa. Porém, quatro minutos depois, uma nova bola parada definiria o resultado final da partida.

Em falta na lateral, Paulo Baier levantou bola na cabeça de André Leone, que subiu sozinho e mandou para o fundo do gol de Flávio. Esse golpe sim acabou afetando o desempenho paranista, que a partir deste gol alternou bons e maus momentos. Nem mesmo as entradas de Joélson e Renan trouxeram mais fôlego ofensivo ao Tricolor.

Quem quase marcou mais um foi o Goiás. Jogando nos contra-ataques, a equipe local teve pelo menos três boas chances para sacramentar a vitória, mas parou em Flávio. Mas nessas alturas, o esforço do Pantera já não poderia mudar a sorte do Paraná.

Confira os principais lances da derrota do Paraná

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