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Crise tricolor

Oposição reaparece no Paraná

Adversários da atual diretoria se articulam para disputar a presidência paranista na eleição do dia 7/11

Sting: sem dom para as rimas | Arquivo Gazeta do Povo
Sting: sem dom para as rimas (Foto: Arquivo Gazeta do Povo)

A oposição paranista está se articulando. O escândalo envolvendo o presidente afastado do Tricolor, José Carlos de Miranda, que recebeu dinheiro por fora de empresários, mexeu com sócios e conselheiros. O que era para ser uma eleição com chapa única, no dia 7 de novembro, tem tudo para encarnar a dramaticidade atual vivida pelo clube.

Quem está agindo nos bastidores é o conselheiro Sérgio Junqueira. Derrotado por Miranda na eleição passada, é ele quem organiza e colhe os nomes para montar a chapa que vem sendo chamada de "alternativa". O problema desta vez, contudo, é conseguir encontrar alguém que queira assumir a responsabilidade de comandar o clube nos próximos dois anos.

Da última vez foi o próprio Junqueira, mas agora o nome da vez é o de Antônio Carlos Rodrigues. Tudo depende da decisão que ele tomará até o início da semana que vem para a oficialização da chapa de oposição. Empresário dono de uma rede de estacionamento, esta seria a terceira eleição de Rodrigues, que enfrentou o grupo de Miranda nos dois últimos pleitos, mas sempre como vice. Agora, deverá dar um passo maior.

"Temos de pegar uma frente de trabalho forte. Pois a diretoria de base a gente já tem. E o clube é auto-sustentável", diz Rodrigues.

Ele afirma que ainda irá conversar com a família e ver se conseguirá tempo para se dedicar integralmente ao cargo no caso de ir para o pleito e vencê-lo. A oposição também espera agregar mais alguns nomes fortes no clube antes do anúncio. Mas há também a possibilidade de estar esperando apenas uma data mais próxima das eleições para causar mais impacto.

"Até o dia 25 teremos essa resposta.

Nesse caso, não precisaremos muito de campanha", afirma Rodrigues, que já pensa em mudar, inclusive, a data da disputa nas urnas.

A eleição está marcada para o dia 7, uma terça-feira, o que, por ser dia útil, prejudica a presença do sócio nas sedes. A idéia é que a votação passe para o fim de semana seguinte, dia 10 ou 11.

"Vamos fazer esse pedido ao Conselho Deliberativo, na reunião do dia 30", afirma Rodrigues.

Mesmo que ainda indeciso, ele já pensa nas primeiras medidas no caso de chegar à presidência.

"Temos de trabalhar mais os jogadores. Vejo os atletas chegarem, se valorizarem e serem vendidos sem que quase nada fique aqui".

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