Palmas (TO) As idas e vindas a bordo de picapes 4x4 nas estradas de terra que levam às fazendas da família em Tunas do Paraná e Adrianópolis despertaram desde cedo o gosto pela aventura off -road e o apego à natureza no curitibano Fellipe Bibas. A relação próxima entre máquina e meio ambiente não poderia dar em outra coisa: amor ardente pelo rali. Agora ele vive intensamente essa paixão no Rally Internacional dos Sertões.
No coração do Brasil, o administrador de empresas de 31 anos encara um desafio à altura do seu desempenho em 2007 (o melhor desde quando pôs pela primeira vez um carro em uma trilha cronometrada, há seis anos): superar o mau começo e dar a volta por cima na 15.ª edição do maior rali das Américas. Líder dos campeonatos Paulista e Brasileiro de Cross Country e vice na Mitsubishi Cup, Bibas teve um contratempo durante o prólogo que, na quarta-feira, definiu a ordem de largada para a primeira etapa da corrida, de Goiânia para Minaçu (GO).
Ele e o seu navegador, Émerson Cavassim (em dupla desde 2005), capotaram a Mitsubishi L200 Evo Prom na tomada de tempo e tiveram de largar por último, tendo pela frente um obstáculo à visibilidade: a poeira de todos os outros carros. Na quinta, eles tiveram um problema mecânico e precisaram do resgate da equipe para terminar o trecho cronometrado.
Fellipe é pupilo de Maurício Neves, companheiro da equipe Promacchina, que está na ponta entre os carros no Sertões (junto com o navegador Clécio Maestrelli), e que também se dedica a ensinar pilotagem. Neves passou para o amigo as manhas das competições fora do asfalto desde 2001, quando Bibas iniciou sua aventura nos ralis. "Uma das coisas que me dá mais orgulho são as minhas criações, como o Fellipe", exalta.
Há 13 paranaenses levantando a poeira no Sertões 2007. Além de Neves, Maetrelli e Bibas, competem Alexandre Amaral, Alexandre de Souza e Marcos Pegoraro, entre os caminhões; Eduardo Bampi, Filipe Palmeiro e Roque Veviurka, entre os carros; e Alexandre Pismel, Elvis Bittencourt, Guilherme Ribeiro e Walter Bussadori, nas motos.
Hoje, da capital de Tocantins para o Alto Parnaíba (MA), os pilotos seguem para a terceira trilha especial (com tomada de tempo) do rali. A maior parte do trecho será percorrida em uma estrada de areia bastante sinuosa, com erosões e algumas "zonas de talco" (com muito pó). Será também a primeira etapa sem a permissão de apoio mecânico.



