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A possibilidade de o Coritiba mandar os 10 jogos da punição imposta pelo STJD na cidade de Joinville não é tão somente uma escolha alviverde. A decisão de usar a Arena da ‘Manchester’ catarinense passa pelo crivo da Federação Paranaense de Futebol. "Isso é prerrogativa nossa, da FPF, mesmo que a CBF aprecie, a decisão é nossa", avisa o presidente da entidade, Helio Cury. Em outras palavras: pouco adianta a reunião de terça-feira à tarde definir a escolha coxa-branca se a federação estadual não der o aval para a troca temporária de praça.

O maior empecilho que a FPF poderá criar é abrir mão das taxas a que tem direito quando um de seus filiados joga no Estado do Paraná. Internamente, o Coxa teme que, em função disso, não consiga a aprovação de Joinville. Mas Cury afasta essa possibilidade.

"A FPF não se preocupa com isso, nesse momento temos que nos preocupar com o filiado. Isso não é problema", diz o presidente, que logo explica um porquê para uma eventual não-aprovação da escolha: "Nós analisamos o seguinte: fica feio um clube do Paraná não jogar ter lugar no Estado para jogar futebol".

Helio Cury reconhece, no entanto, que são poucos os locais no Paraná em que o clube poderá jogar. Paranaguá não cumpre os requisitos da distância; Ponta Grossa, peca pelo estádio; Maringá e Londrina estão com os campos interditados. Restam Paranavaí e Cascavel, bem mais distantes de Curitiba que Joinville. E se a aprovação tivesse que sair...

"Não trabalho com hipóteses. Estamos aguardando isso ser definido", disfarça Cury. Oficialmente, o Coritiba procura não externar a preocupação com o crivo da federação. "Nós discutimos o assunto e há uma boa vontade de todas as partes", conta Vilson Ribeiro de Andrade, que sabe que mesmo fechando o acordo com os catarinenses hoje, terá que convencer a FPF das vantagens de ser Catarina por uns tempos.

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