Entre os clubes que estão na disputa para contratar Ronaldinho Gaúcho, o Palmeiras é o que luta por um desfecho mais rápido da negociação. O envio de um representante ao Rio no domingo e a pressa de marcar um encontro do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo com Assis, irmão e agente de Ronaldinho, têm o intuito de pressionar o jogador a escolher a proposta mais vantajosa financeiramente, que é a do clube paulista.
O Palmeiras oferece R$ 1,3 milhão por mês ao meia. Apesar da oferta financeira maior, é o clube que tem menos garantias de que vai cumprir o prometido. O departamento de marketing alviverde ainda tenta alinhavar um patrocinador que pague o que está sendo pedido pela manga da camisa. É por meio dessa iniciativa que o Alviverde paulista pretende bancar Ronaldinho.
Representante palmeirense na negociação, o agente Roberto Tadeu confia na estratégia. "O Ronaldinho vai se pagar com a engenharia do marketing. Talvez o Palmeiras esteja na frente porque já tinha isso armado desde junho. Algumas empresas confirmaram [o interesse], fora outras que querem entrar. O salário dele não vai atrapalhar qualquer outro do Palmeiras", disse ao site globoesporte.com.
Flamengo e Grêmio se dizem mais tranquilos. O presidente da Traffic, Júlio Mariz, que negocia a ida do ex-melhor do mundo para o Rubro-Negro carioca, chega amanhã ao Brasil em busca de uma definição. A empresa pretende usar o marketing esportivo para viabilizar a chegada do meia. O clube ainda não fechou o patrocínio master da camisa, o que cria otimismo para a captação de recursos.
No domingo, Assis disse no Rio de Janeiro que o Fla era o clube mais próximo de um acerto com o Milan. O vice-presidente do time italiano, Adriano Galliani, está no Brasil e afirmou que só vai embora quando resolver o assunto Ronaldinho. No entanto, não fala sobre as negociações.
O vice-presidente de futebol do Grêmio, Antônio Vicente Martins, minimizou o fato de o Tricolor gaúcho não ter mandado um representante ao Rio para falar com Assis. "Mantínhamos contato permanente por telefone. Teve muita especulação. Muita boataria. O que a gente está discutindo não é pressão. É um negócio. O processo de negociação está sendo bastante tranquilo. Sei que o torcedor está angustiado. Uma ida ao Rio de Janeiro não teria resolvido", disse à Rádio Gaúcha, garantindo em seguida que a proposta é competitiva. Assis desembarcará em Porto Alegre hoje e deve ter uma reunião com a diretoria gremista.



