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Brasileiro

Paraná aposta no perfil forasteiro

Invicto e com 66,6% de aproveitamento longe da Vila, Tricolor encara o Internacional no Beira-Rio

Marcar forte e encaixar contra-ataques. A receita não é nova. É inclusive usada pela maioria dos times que jogam fora de casa. Mas no Paraná vem funcionando como em nenhuma outra equipe. Motivo principal de o Tricolor ter se tornado o visitante mais chato do Brasileiro.

Com essa fórmula manjada, às 21h45, contra o Internacional, em Porto Alegre, os paranistas tentam colocar mais um adversário em maus lençóis diante da própria torcida.

Estará em jogo uma invencibilidade de seis jogos fora de casa: três vitórias (Juventude, Cruzeiro e Flamengo) e três empates (Náutico, Corinthians e Fluminense). Um aproveitamento de 66,6% como forasteiro (o melhor da Série A), responsável por compensar os 47,6% como mandante e deixar o time em terceiro lugar na tabela.

Para se ter uma idéia, se o índice fosse mantido na Vila Capanema, o Paraná estaria hoje brigando cabeça a cabeça com o líder Botafogo, que conquistou 69% dos pontos disputados em toda a competição. Sendo assim, Gílson Kleina, terceiro técnico tricolor, não poderia nem pensar em mudar o estilo de jogo usado tanto por Zetti como Pintado: pegada e "contra-ataque mortal", segundo suas próprias palavras.

Ele pensa sim em aperfeiçoar a estratégia. Quem sabe unindo de uma vez por todas a solidez defensiva, responsável por exemplo pelos empates sem gols com Corinthians e Fluminense, com a velocidade ofensiva, principal trunfo na vitória da semana passada por 2 a 1 sobre o Flamengo, em Uberlândia, partida vista por Kleina das tribunas enquanto Pintado se despedia.

"No primeiro tempo pecamos na marcação. Principalmente faltou segurar a bola no meio. Mesmo sem tempo para treinar, vamos tentar melhorar isso", disse o novo treinador, que voltou a perceber a dificuldade na vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, na Vila, jogo que marcou sua estréia.

Ajustes que podem significar mais bolas chegando para o centroavante Josiel, verdadeiro terror dos mandantes. Dos 12 gols marcados pelo artilheiro do Brasileiro, 7 foram fora de Curitiba.

"Quando o adversário tem a responsabilidade de agredir, naturalmente sobra mais espaço para o nosso ataque, que é muito rápido. Realmente às vezes precisamos cadenciar mais, mas quando der para chegar em velocidade temos de continuar aproveitando", falou o camisa 9, maior estraga prazeres entre os indesejados visitantes tricolores.

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Em Porto AlegreInternacional x Paraná

InternacionalClemer; Magal, Índio, Mineiro (Douglão ou Hidalgo) e Marcão; Edinho, Ji-Paraná, Alex e Pinga; Alexandre Pato e Christian. Técnico: Gallo.

ParanáMarcos Leandro; Toninho, Nem e Luís Henrique; Alex, Goiano, Beto, Éverton e Márcio Careca; Vandinho e Josiel. Técnico: Gílson Kleina.

Estádio: Beira-Rio. Horário: 21h45. Árbitro: Paulo Henrique de Godoy Bezerra (SC). Auxiliares: Claudemir Maffessoni (SC) e Fernando Lopes (SC).

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