
Paraná 1 x 2 Bahia - Muito mal fora de casa desde o início da Série B, o Paraná apostava no desempenho na Vila Capanema para voltar à elite dez vitórias nos dez jogos colocariam a equipe na briga. Plano que não passou da primeira partida: largada do returno, derrota para o Bahia por 2 a 1, ontem à noite.
Situação que, infelizmente, tem sido comum no Durival Britto nesta competição. Os planos paranistas, até agora, nunca passaram de planos. Se fala em acesso, porém, o time nunca passou da décima colocação.
Da mesma forma acontece quando os jogos são fora de Curitiba. O discurso é sempre o mesmo, de recuperação. Mas, na prática, nada disso ocorre. E quando o time vacila em seu único trunfo... Pelo menos, parece ter servido para "cair a ficha".
"Nossa realidade, no momento, é se afastar da zona de rebaixamento. Diante de resultados negativos, não dá para galgar sonhos maiores", declarou o zagueiro Dedimar.
Depois da derrota de ontem, o Tricolor terá de vencer 14 dos 18 compromissos restantes para retornar à Primeira Divisão. Com 24 pontos conquistados até agora, mais 42 farão a equipe alcançar 66, o número mágico do acesso segundo site Infobola. Missão que o técnico Sérgio Soares prefere não encarar.
"Meu discurso é o mesmo desde que eu cheguei. Temos de ir jogo a jogo. E é desta forma que vamos fazer", disse o treinador, ao ser questionado se era o momento de uma revisão de planos.
Menos complicado é permanecer onde está. Para evitar um novo rebaixamento, são necessários 49 pontos, também pela projeção do site Infola. Fazendo os cálculos, mais oito vitórias e um empate.
"Jogar para não cair nunca é bom. A gente gosta de estar lá em cima, brigar pelo acesso. Infelizmente, o G4 ficou muito difícil, mas o grupo tem de erguer a cabeça. É trabalhar e tentar vencer a Ponte Preta no próximo sábado", declarou o meia Rafinha.
Autor do gol paranista, aos 25 minutos do primeiro tempo, ele foi um dos que assumiram a culpa pelo revés. "Deixei de matar o jogo em duas oportunidades de frente para o gol. Acredito que não fiz um bom segundo tempo, e isso prejudicou muito o time do Paraná", disse.
Erros contabilizados na frente e atrás.
Os dois gols dos baianos foram marcados de cabeça por Jael, na etapa final. Aí, foi a vez do zagueiro Gabriel se apresentar como um dos responsáveis.
"Nosso time vinha bem, entramos bem no início do segundo tempo, mas eu errei na marcação do número 11, que era meu, e o Bahia fez o gol de empate. Depois saímos para buscar o segundo gol e eles aproveitaram o contra-ataque."
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Em Curitiba
Paraná
Ney; Gabriel, Dedimar e Élton; Marcelo Toscano, Adoniran, João Paulo (Kléber), Davi (Wando) e Márcio Goiano; Rafinha e Adriano (Alex Afonso)
Técnico: Sérgio Soares
Bahia
Fernando; Bebeto (Hernani), Nen, Vinícius e Rubens Cardoso; Elton, Marcone, Paulo Isidoro (Élton Luiz) e Juninho; Jael e Nadson (Alex Terra)
Técnico: Sérgio Guedes
Estádio: Vila Capanema. Árbitro: Cláudio Mercante (PE). Gols: Rafinha (P), aos 25/1º; Jael (B), aos 18/2º e aos 41/2º. Amarelos: Adoniran e Rafinha (P); Paulo Isidoro e Juninho (B). Renda: R$ 42.635. Público pagante: 2.946 (3.267 total)



