
A estreia do técnico Roberto Cavalo à frente do Paraná, hoje, às 21 horas, na Vila Capanema, marca o início de uma competição particular para o clube. Perto da zona de rebaixamento, o time encara um adversário direto, que, coincidentemente, faz campanha exatamente igual à do Tricolor. Ambas as equipes conquistaram 32 pontos, em 9 vitórias, 5 empates e 12 derrotas; com 34 gols a favor e 37 contra.
Apresentado ao grupo na terça-feira, Cavalo conversou muito com os jogadores durante a semana para estimulá-los e apagar de vez a goleada sofrida por 6 a 1 para a Portuguesa na última partida. Nos treinos, a mudança de ânimo é perceptível. Mas o técnico bem sabe que todo o trabalho psicológico pode ir por água abaixo se a equipe não tiver um bom resultado em campo.
"Eu senti o grupo mais feliz. Realmente está tudo bonito, tudo bem, mas temos de ver nos 90 minutos. Passei tranquilidade aos jogadores, mas também vou cobrar", afirma o treinador.
Para tentar mudar a colocação na tabela, Cavalo optou por mudar o esquema tático do 4-4-2 para o 4-3-3. Ele treinou a equipe assim no coletivo de quinta-feira e ontem confirmou a entrada do volante Luiz Camargo no lugar de Serginho Catarinense. Além disso, Lima formará o trio de ataque junto com Anderson Aquino e Rodrigo Pimpão.
"O fato de jogarmos mais ofensivos não significa que vamos bobear na marcação. Quero exigir mais da marcação para não repetir o que houve contra a Portuguesa", diz o técnico.
Sem a trinca de zagueiros à sua frente, o goleiro Juninho afirma que terá que adaptar um pouco seu estilo de jogo ao sistema 4-3-3. "Como vou jogar mais adiantado, quase como um líbero, vou ter de estar mais atento, mais concentrado", aponta o guarda-metas.
Sobre as mudanças pelas quais o clube passou nesta semana além da chegada de Cavalo, o Paraná apresentou um novo diretor, o assessor de futebol Paulo César Silva, e anunciou duas promoções de ingressos para a partida de hoje , Juninho diz que com esse apoio a equipe tem tudo para sair da situação incômoda.
"A gente fica até um pouco assustado pelo fato de o clube ter saído dos holofotes após a Copa [antes da parada do Mundial o Paraná chegou a liderar a Série B]. Mas temos de reverter isso, até porque foram poucos jogadores que saíram nesse período", afirma o goleiro.
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