Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Patrimônio

Paraná busca crescimento com reabertura de estádio no Boqueirão

Tricolor levanta os custos para reabrir a Vila Olímpica atrás de novos torcedores na região que mais cresce na cidade

Diretoria paranista traça novos projetos para a Vila Olímpica, que completa 30 anos em 2013 | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Diretoria paranista traça novos projetos para a Vila Olímpica, que completa 30 anos em 2013 (Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo)
Estádio sofre com a falta de uso e manutenção |

1 de 2

Estádio sofre com a falta de uso e manutenção

O objetivo é realizar jogos durante o dia, pela falta de iluminação |

2 de 2

O objetivo é realizar jogos durante o dia, pela falta de iluminação

No ano em que completará três décadas de existência, a Vila Olímpica deve voltar a receber partidas oficiais do Paraná. Ainda em 2012, a diretoria tricolor fecha os custos para reabrir o estádio. Se a reforma couber no orçamento, o Boqueirão voltará a ser usado já no Estadual, encerrando uma ausência de quase 13 anos do time profissional do local.

A retomada do estádio faz parte dos planos do Paraná de reforçar o seu quadro associativo. O clube vê a região – que engloba os bairros Boqueirão, Alto Boqueirão, Xaxim e Hauer – como já potencialmente receptiva ao Tricolor e com campo para expansão da torcida. Segundo dados do Censo de 2010 do IBGE, os quatro bairros juntos têm 197.346 habitantes. Levantamento da Paraná Pesquisas aponta que nesta parte da cidade 9,14% dos moradores são paranistas – a média em toda Curitiba é de 8%.

"É a região que mais cresce na cidade. Temos muitos torcedores e sócios por ali também. Pretendemos mandar quatro, cinco jogos do Paranaense na Vila Olímpica para ganhar de novo esse torcedor", afirma o segundo vice-presidente paranista, Luiz Carlos Casagrande.

Casinha fez parte da comissão de dirigentes do Pi­­nheiros que, em 1975, decidiu pela compra dos três lotes da Fazenda Boqueirão, então de propriedade da Indústria e Comércio Alpa Ltda. e das famílias Possagno, Formenti, Foltran, Sandrini e Paciornik. O Pinheiros desembolsou 66 mil cruzeiros pela área de 66 mil metros quadrados e só foi abrir o afastado estádio (para os padrões curitibanos da época) oito anos depois, em setembro de 1983. "Para quem não tinha estádio, jogar a 12 quilômetros do Centro não era problema", relembra o dirigente. O Orestes Thá, antiga casa pinheirense, havia sido derrubado em 1972 para a construção das piscinas da sede da Kennedy.

A Vila Olímpica abrigou os jogos do Pinheiros entre 1983 e 1989, quando o clube fundiu-se com o Colorado. Para o Paraná, quase sempre foi uma casa secundária, preterida em benefício da Vila Capanema, do Couto Pereira ou mesmo do Pinheirão. Tanto que não chega a ser surpresa o último jogo profissional realizado lá não ter contado com o Tricolor – um 2 a 2 entre Império do Futebol e Malutrom, dia 24 de março de 2005. A última vez paranista foi em 24 de setembro de 2000, derrota por 1 a 0 para o Bragantino, pela Copa João Havelange.

Depois o estádio foi sendo deixado de lado. Virou local de treinamento, sede de partidas das categorias de base, até ser esquecido. Entre 2005 e 2012, chegou a ser penhorado em duas ações trabalhistas e outra da União em que o clube foi réu. "Quando vi o estado em que estava no início do ano, cheguei a chorar. Decidimos nos dedicar com unhas e dentes a recuperar a Vila Olímpica", conta Casinha.

A primeira série de melhorias foi uma exigência do então técnico Ricardinho, que pediu à diretoria que transformasse a sede do Boqueirão em CT do time principal. O retorno do futebol profissional bateu na trave com a mal-sucedida negociação de aluguel ao Atlético, assunto que pode voltar à pauta em 2013. "A gente nunca fechou as portas para o Atlético. Se o Atlético nos procurar, estamos abertos à negociação. É um assunto para ser tratado de presidente para presidente", explica o vice.

Além do futebol, o Paraná também planeja reativar as piscinas do Boqueirão, para atrair sócios olímpicos. Uma parceria está sendo estudada para a cobertura e aquecimento das piscinas, que seriam usadas na preparação de nadadores paralímpicos para os Jogos de 2016, além de servir aos associados. "E, claro, queremos fazer uma grande festa para comemorar os 30 anos do estádio", completa Casinha.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.