
O futuro do Paraná começou a ser traçado na noite de ontem. Rubens Bohlen, da chapa de situação, foi eleito o novo presidente do clube para os próximos dois anos. Ele vai assumir o cargo a partir de 13 de dezembro com a missão de resgatar o futebol, as finanças e a parte física de um clube que há anos vêm sofrendo com problemas crônicos nessas áreas.
A primeira atitude do novo comandante tricolor será reestruturar o departamento de futebol. Já na próxima semana, o presidente eleito deve se reunir com Paulo César Silva, primeiro vice-presidente, para definir o grupo de trabalho responsável por gerir o Paraná dentro de campo. "Vamos nomear um vice-presidente de futebol para reestruturar todo o departamento. Temos três nomes como opção para ser o gerente remunerado e vamos cobrar resultados dele", garantiu Bohlen.
Apesar da necessidade de resultados imediatos, o novo presidente preferiu adotar cautela. Ele pediu metade do tempo do mandato como prazo para que as soluções apresentadas no planejamento estratégico, que será votado no final de novembro, comecem a surtir efeito. "Vamos precisar de um ano para formatar esse projeto e criarmos as condições necessárias para realizá-lo."
A situação incômoda da equipe na Série B, ainda correndo risco de rebaixamento, não permite que os novos dirigentes falem sobre o elenco de 2012. A permanência do técnico Guilherme Macuglia agrada o vice-presidente Paulão, mas os últimos resultados a deixaram em dúvida.
Apesar da incerteza, o dirigente já está negociando a renovação de contrato com alguns jogadores. Wellington, Cambará, Lima, Brinner, Itaqui e Marinho são alguns dos nomes que podem permanecer. "Já estamos negociando, mas ainda não fechamos com ninguém", explicou o atual vice de futebol.
Na parte social, o segundo vice-presidente eleito, Luis Carlos Casagrande, diz já ter iniciado conversas com investidores para revitalizar o patrimônio paranista. "Precisamos melhorar muita coisa no quadro social. Alguns ficaram de me ajudar e espero que isso se defina até o final do ano."
Aquilino Romani, que deixa o cargo no final de dezembro, afirmou que sai do cargo frustrado por não conseguir recolocar o Paraná na Série A. Ele garantiu que não ocupará nenhuma função na próxima gestão e fez um balanço da sua administração. "Tivemos problemas financeiros, muitos jogadores machucados neste campeonato. Deixo algumas dívidas, principalmente trabalhistas, mas em uma situação muito melhor do que entrei", garantiu.
Bohlen, que foi apoiado por Romani, sabe da responsabilidade que terá ao assumir o comando de um clube que desde 2007 não comemora um título e que no último balanço financeiro divulgado, em abril, possuía um déficit de R$ 7 milhões. "Vamos sair de pedra para virar vidraça. Mas confiamos que podemos reorganizar o clube e fazer a torcida voltar a ter alegrias", discursou.



