O encontro do pior ataque contra a melhor defesa da Série B. Dessa forma, pode ser definido o jogo entra Paraná e Vasco, sábado, na Vila Capanema.
Em três partidas, o Tricolor anotou apenas um gol, marcado pelo atacante Bebeto na derrota para o América-RN (mesmo número do Vila Nova-GO). O Alvinegro carioca foi às redes seis vezes. Mas a preocupação paranista é outra. Como ser a primeira equipe a superar a defesa vascaína na competição?
"Acredito que o apoio da torcida será fundamental. Com ela empurrando o time o tempo todo, podemos pressionar e conseguir fazer esse gol que ninguém fez no Vasco", diz o centroavante Alex Afonso.
O time do técnico Zetti conta ainda com um maior entrosamento. Totalmente reformulado no início da disputa, o Paraná aos poucos vai achando a formação ideal. "Estamos cada vez mais nos conhecendo, sabendo como cada um gosta de atuar, isso é importante", aponta o lateral-direito Marcelo Toscano.
Os dois terão papel fundamental nessa missão, reforçada pela busca dos três primeiros pontos paranistas na Segunda Divisão. Atacante de origem, Toscano é uma boa alternativa pelo lado do campo contra uma defesa, provavelmente, bem fechada.
"Sei que terei esse papel importante. Mas é preciso ter paciência. Tocar a bola com inteligência para encontrar os espaços", prevê Toscano. Diante de Bahia e Ponte Preta, ele teve um bom desempenho ofensivo. Contra o América, falhou na marcação e cometeu um pênalti.
Afonso é o jogador sob o qual pesa grande parte da responsabilidade de balançar as redes. "Não sinto uma pressão grande por marcar, pois nos dois jogos que fiz tive poucas oportunidades, não desperdicei chances. Mas é claro que a vontade de ajudar o Paraná é muito grande", afirma.
No setor ofensivo, resta a definição do companheiro de Afonso. Se Wando, o atual titular, ou Dinelson, que faria a sua reestreia no Durival Britto, após brilhante passagem em 2007. Caso o meia seja a opção de Zetti, Bebeto deixaria o meio de campo para ser o segundo atacante.



