Privilegiar a hierarquia. Foi essa a solução encontrada pelos conselheiros mais influentes do Paraná para evitar um racha no clube nas eleições da primeira quinzena de novembro.
Assim, o presidente José Carlos de Miranda desistiu da indicação do vice-presidente de futebol, José Domingos designada há um mês numa apertada votação entre todo o quadro diretor e ontem foi apresentada a nova chapa da situação, encabeçada por Aurival Correia, atual primeiro vice-presidente e vice financeiro. Dificilmente haverá adversários para uma disputa nas urnas.
Na nova formação, o segundo vice-presidente, Márcio Villela, que também manifestou interesse de concorrer ao cargo máximo, sobe um degrau no organograma. Seu posto passará a ser ocupado por Aquilino Romani, atual vice de esportes de quadra e outros esportes.
Domingos, que cautelosamente nunca havia assumido a candidatura, diz ter ficado satisfeito com o consenso e a proposta de continuar ocupando a vice-presidência de futebol função que continuará dividindo com o diretor Vavá Ribeiro . Já a distribuição dos demais cargos do Conselho Diretor ficou para mais tarde.
"O principal motivo que nos levou a esse acordo foi evitar um racha", enfatizou Miranda, acrescentando que outras disputas eleitorais deixaram marcas permanentes. "Hoje estou realmente convencido de que o Aurival é o melhor candidato, até por conhecer o clube como poucos", afirmou, acrescentando que a calmaria política também será importante para dar tranqüilidade ao time na missão de escapar do rabaixamento.
A coalisão foi costurada nos bastidores pelo presidente do Conselho Deliberativo, Luiz Carlos de Souza, que em abril foi o principal opositor de Miranda na proposição de alterar o estatuto para concorrer à segunda reeleição. "O Aurival relutou muito, mas o convencemos porque muitos de nós acreditam que a reestruturação pela qual o clube passou foi muito fruto do seu trabalho. O Márcio desistiu em favor dele e o Zé também entendeu que contribuiria mais no futebol", relatou.
Praticamente aclamado, o provável sucessor confirmou ter cedido aos apelos. "O Paraná me fez mudar de idéia. Vários companheiros vieram me pedir para continuar trabalhando. Hoje conheço o clube no seu âmago. Realmente não tinha a intenção de ser presidente, mas tenho certeza de que estou em condições de assumir este cargo importantíssimo."



