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Brasileiro

Paraná já vê a zona de risco no seu calcanhar

Há 5 jogos sem vencer, Tricolor está 3 pontos acima do Corinthians

Em vermelho, a cidade de Tupãssi que tem menos de 10 mil habitantes | Reprodução Ipardes
Em vermelho, a cidade de Tupãssi que tem menos de 10 mil habitantes (Foto: Reprodução Ipardes)

Desta vez não teve treino secreto que desse jeito. Pelo contrário. Foi justamente em cima da surpresa preparada pelo técnico Gílson Kleina, a escalação do volante Serginho na lateral-esquerda, que o Santos abriu caminho para a vitória por 2 a 0 sobre o Paraná, ontem, na Vila Belmiro.

Novo revés que manteve dois incômodos jejuns: o de vitórias da equipe (agora cinco jogos) e o de gols do centroavante Josiel (seis partidas). Em queda livre, o Tricolor vê o G4 cada vez mais longe e uma aproximação perigosa dos últimos colocados. Conseqüência de quatro derrotas e um empate, que derrubaram o time do terceiro para o 12.º lugar, apenas três pontos acima do Corinthians, primeiro da zona de rebaixamento.

Por mais de meia hora, o Paraná até cumpriu bem a proposta de brecar a dinâmica de jogo santista. O problema era que, com todos os esforços dedicados à marcação, a equipe ficou sem força ofensiva. Dos onze jogadores, oito tinham como prioridade defender, enquanto Josiel e os meias-atacantes Vinícius Pacheco e Vandinho brigavam por raros lances ofensivos.

Mas uma falha basta para derrubar os mais eficientes ferrolhos. E ela veio na displiscência de Serginho aos 37 minutos. O jogador, que até vinha cumprindo bem o papel de evitar os avanços santistas por seu lado, tentou um passe de calcanhar e entregou de bandeja a chance que o Peixe precisava. A partir daí foram apenas três toques até o gol: de Rodrigo Souto para Baiano na linha de fundo e dele para a finalização de Marcos Aurélio.

"Um erro grotesco. Dar de calcanhar na nossa defesa? Nunca vi isso", indignou-se o técnico Gílson Kleina, que sacou Serginho no intervalo para colocar o lateral de ofício Márcio Careca.

O Tricolor ganhou mais presença ofensiva pela esquerda, porém ainda era pouco para incomodar o adversário. O time só melhorou e ensaiou uma pressão a partir dos 25 minutos, após as entradas dos meias Joélson e Éverton nos lugares do volante Adriano e do zagueiro Nem, trocando o time defensivo forjado no treino secreto por um aberto em busca do empate. Mas uma cabeçada de Josiel – ainda artilheiro do campeonato, com 12 gols – no travessão e uma bela defesa de Fábio Costa em chute de fora da área de Léo Matos impediram a reação.

Qualquer esperança se foi com o contra-ataque que deu ao Santos seu segundo gol, aos 46 minutos, quando já estava mais preocupado em administrar o resultado. Kléber Pereira recebeu na área, deixou Luís Henrique sentado e bateu cruzado na saída de Flávio para fechar a conta. Sem segredo de como fazer um golaço.

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Em SantosSantos 2 x 0 Paraná

SantosFábio Costa; Baiano, Domingos, Adaílton e Carlinhos; Rodrigo Souto, Dionísio (Adriano), Pedrinho (Petkovic) e Kléber; Marcos Aurélio (Rodrigo Tabata) e Kléber Pereira. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

ParanáFlávio; Daniel Marques, Nem (Éverton) e Luís Henrique; Léo Matos, Adriano (Joélson), Beto, Vinícius Pacheco e Serginho (Márcio Careca); Vandinho e Josiel. Técnico: Gílson Kleina.

Estádio: Vila Belmiro. Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Gol: Marcos Aurélio (S) aos 37 do 1.º tempo; Kléber Pereira (S) aos 46 do 2.º tempo. Amarelos: Kléber (S); Adriano, Serginho, Josiel, Daniel Marques, Éverton e Joélson (P). Público pagante: 5.602. Renda: R$ 56.701,00.

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