As contusões, um dos principais adversários do Paraná nesta Série B, tem jogado duro e atrapalhado muito o time. As diversas baixas de jogadores contribuem para as inúmeras mudanças na equipe ao longo deste campeonato. Dos atuais 33 jogadores do elenco, apenas 13 não visitaram o departamento médico desde o início da competição.
Para tentar minimizar as contusões, principalmente as que ocorrem por problemas musculares, o Paraná contratou nesta semana um novo preparador físico. Darlan Schneider, campeão mundial com a seleção brasileira em 2002 era auxiliar do preparador Paulo Paixão , assumiu a função no lugar de Marcos Walczak.
Schneider diz que o número de lesões preocupa. "Pegamos um grupo com vários jogadores lesionados. Muitos saindo agora do departamento médico. Alguns tiveram pouco tempo de recondicionamento e já precisaram jogar. Isso tudo acaba afetando o rendimento", afirmou.
Atualmente, sete jogadores estão afastados. O caso mais emblemático é o do meia Welington, que passou a conviver diariamente com dores no púbis. Fora do time, ele passou a fazer fisioterapia para aliviar a dor. Mesmo com o tratamento, as dores aumentaram e o atleta teve de se submeter a uma cirurgia há uma semana. "Chegou uma hora que eu não tinha força para arrancar, correr, me movimentar. Vi que estava passando dos meus limites, porque a dor já tinha chegado até aos [músculos] adutores da perna. Fiz uma ressonância e vi que a lesão tinha piorado", contou. O meia, contudo, disse que não foi obrigado a entrar em campo. "A pressão de jogar era minha".
Situação parecida com a do zagueiro Cris. Por causa dos resultados ruins, ele tentou antecipar a volta e sentiu novamente dores na panturrilha. "Estava em uma fase boa e pedi para antecipar. Fui fazer um trabalho físico na semana do jogo [com o Goiás] e senti de novo. Acabei ficando mais uma semana fora", comentou.
Segundo o fisiologista do clube, André Fornasiero, porém, o número de contusões do grupo está dentro do normal. "Em média 10% do nosso plantel sempre está no departamento médico. Isso é estatística mundial, e o Paraná não foge disso", garantiu.



