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Finanças

Paraná muda o rumo para evitar catástrofe

Mesmo sem angariar novos patrocinadores, Tricolor passa a gastar mais com o futebol para evitar o rebaixamento no Estadual

Vice de finanças paranista, Celso Bittencourt acredita que, com novos parceiros, time terá condição de voltar à Série A | Marco Andre Lima/Gazeta do Povo
Vice de finanças paranista, Celso Bittencourt acredita que, com novos parceiros, time terá condição de voltar à Série A (Foto: Marco Andre Lima/Gazeta do Povo)

Os dirigentes do Paraná já deixaram clara a prioridade para o começo da temporada: ajustar a área financeira. Para isso ocorrer, o Tricolor resolveu apostar em um elenco barato e "sacrificar" o Estadual. O investimento em um time mais forte deveria ficar para a disputa da Série B. Porém, o péssimo desempenho no regional – o time é o lanterna com apenas dois pontos – exigiu uma mudança de planos. "Com os reforços que estão vindo, eu acho que a gente consegue reverter a situação, porque seria uma catástrofe cair para a segunda divisão no Pa­­ra­­na­­ense", diz Celso Bitten­court, vice de finanças do clube.

Do grupo de jogadores de baixo custo, apresentados du­­rante a pré-temporada, oito já foram dispensados. Em compensação, seis novos atletas chegaram à Vila Capanema na semana passada. O comando técnico também mudou: Ro­­berto Cavalo deu lugar a Ri­­cardo Pinto que, no banco de reservas, viu o time conquistar a primeira vitória no ano apenas na quarta-feira passada – 3 a 0 sobre o modesto Gurupi (TO).

Além do prejuízo à imagem do clube, um eventual rebaixamento faria com que o Paraná perdesse a cota paga pelos direitos de transmissão do Parana­­ense, algo em torno de R$ 700 mil, e ainda estaria sujeito a um conflito de calendário, já que, atualmente, a Segunda Divisão no estado ocorre simultaneamente com as disputas das Séries A e B do Brasileiro. "Foi feito um planejamento para iniciar o ano mais pé no chão. Acabou dando um resultado ruim e o clube teve que se movimentar, antecipar contratações", conta o dirigente.

O custo do elenco foi cortado pela metade em comparação com os gastos do começo de 2010, segundo o dirigente. Bit­­tencourt não se diz arrependido com a diminuição feita na folha de pagamento, já que, para ele, o corte era necessário para evitar situações desconfortáveis como a ameaça de greve de jogadores, registrada no clube nos últimos dois anos. "O projeto foi realista. A própria mídia cobrava. Pena que os resultados foram muito aquém do que se imaginava", afirma.

O vice-presidente de finanças estima que, com uma captação de R$ 3 milhões ao longo da temporada, o clube conseguirá equilibrar o orçamento. "Não existe um piso, uma porcentagem certa, mas a folha de pagamento vai aumentar com certeza. Com a conquista de novos patrocínios, boa parte do investimento será destinada ao futebol. Sabemos da importância que o acesso [à Primeira Divisão] representa".

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