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Paranaense

Paraná perde e se aproxima do rebaixamento; Comelli pede demissão

Derrota por 2 a 0 para o Nacional, em Rolândia, foi a gota d'água para o técnico Paulo Comelli. Tricolor tem quatro jogos para se salvar do rebaixamento

  • Eduardo Luiz Klisiewicz
  • Atualizado em às
O Paraná até começou bem, mas se entregou e foi superado pelo Nacional, que venceu com gols de Anderson e Márcio |
O Paraná até começou bem, mas se entregou e foi superado pelo Nacional, que venceu com gols de Anderson e Márcio
 
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Paraná perde e se aproxima do rebaixamento; Comelli pede demissão

Envergonhado pelo desempenho do Paraná Clube no campeonato, principalmente na derrota deste domingo (8) diante do Nacional, em Rolândia, O técnico Paulo Comelli pediu demissão. A diretoria, que havia prometido se pronunciar apenas nesta segunda-feira, fez as vontades do treinador e inicia busca pelo seu substituto.Com o resultado o Paraná ficou em situação crítica na classificação. Com apenas 11 pontos, o tricolor está com apenas um ponto a mais que o Rio Branco, que atualmente abre a zona do rebaixamento, e dois a mais que o Paranavaí, lanterna do Estadual, ambos com um jogo a menos que o time curitibano.

O Nacional foi melhor que o Paraná durante grande parte dos 90 minutos (mais acréscimos) no jogo deste domingo. Comandados pelo meia-atacante Márcio, o time começou cauteloso, mas aos poucos se soltou e tomou o controle da partida. Paulo Comelli tentou arrumar sua equipe, mas parece que sua voz já não era mais ouvida entre o elenco paranista.

Na próxima rodada o Paraná Clube terá um complicado compromisso pelo Campeonato Paranaense. Embora seja na Vila Capanema, o tricolor encara o clássico Paratiba contra o rival Coritiba, quarta-feira (11), a partir das 19h30. Já o Nacional recebe o Iguaçu, às 15h50, mais uma vez no Erick George.

O jogo

O futebol apresentado pelo Paraná Clube não foi um primor no primeiro tempo, mas o tricolor conseguia ter mais posse de bola que o Nacional e, por conseguinte, ter o domínio da partida. Vantagem essa que não se traduziu em inúmeras chances de gol, mas que foi representada por pelo menos duas chances muito boas.

Logo aos 3 minutos, quando as equipes ainda tentavam encontrar o melhor posicionamento, Bruninho cobrou escanteio da direita e Agenor, sem ninguém à sua frente, com o gol aberto, cabeceou para fora, rente à trave direita de Vinicius. A segunda boa chance tricolor aconteceu mais tarde, aos 37 minutos. Bruninho fez grande jogada pela esquerda e cruzou com muito capricho. Wellington Silva cabeceou com perigo, mas Vinicius defendeu com o pé.

Com o passar do tempo o Nacional se organizou em campo e já não deixava tantos espaços para que os visitantes se movimentassem. Em jogadas rápidas, normalmente em contra-taque, o NAC chegava com perigo, sempre pelos pés do jogador Márcio. Aos 25, por exemplo, ele ganhou do marcador, fintou outros dois jogadores e bateu para o gol. O chute saiu fraco, mas a jogada foi muito boa. Em seguida, depois de um cruzamento, Anderson escorou e Márcio chutou de primeira para grande defesa de Rodolfo.

Cai a casa paranista

No rápido contra-ataque pela direita, após cobrança de falta na barreira com João Paulo, Márcio desceu em velocidade e cruzou rasteiro. Bruno Flores tentou, mas foi travado. Na sobra, Anderson apareceu por trás da marcação e tocou nas redes de Rodolfo. A falha do sistema defensivo paranista irritou muito o treinador Comelli. “Não tem cabimento tomar um gol desses. O que que é isso, pô. Depois de uma falta a nosso favor, os caras vão lá e tomam um gol desses”, reclamou.

O autor do gol do Nacional comemorou. “O gol nos dá uma tranqüilidade maior, mas o jogo ainda não terminou. Temos que ir em busca do resultado, sempre respeitando o Paraná. Esse é o jogo mais importante das nossas vidas”, comentou Anderson.

Nacional domina segundo tempo

Paulo Comelli alterou o esquema tático paranista. Tirando o zagueiro Anderson e escalando Edimar, o treinador tentou qualificar a saída de bola para tentar chegar na frente com mais frequência. No ataque, Wando entrou no lugar de Peterson. No NAC, Anderson saiu para a entrada de Cris.

Se o treinador paranista esperava retomar o controle do jogo, a realidade foi muito mais cruel do que se imaginava. O Nacional voltou na pressão e começou a criar chances antes dos cinco minutos do segundo tempo. Na melhor delas, Barata fez o levantamento para Márcio, dentro da área, dominar no peito e adiantar. Na habilidade, ele passou por Rodolfo e, quase sem ângulo, chutou para as redes paranistas.

Como última alternativa para tentar se recuperar no jogo, o Paraná sofreu mais uma modificação sob o comando de Comelli. Bruninho, o melhor paranista em campo, foi sacado para dar lugar ao meia Everton. O tricolor ganhou em fôlego, mas pelo nervosismo, acabou perdendo muito em organização. Everton chegou a marcar para o tricolor de cabeça aos 20 minutos, mas a arbitragem anulou o lance (o mais perigoso do tricolor no segundo tempo), em impedimento duvidoso.

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