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Série B

Paraná perde outra e abre de vez luta contra a degola

Durante o jogo, o técnico Marcelo Oliveira já não escondia a preocupação | Pedro Serápio / Gazeta do Povo
Durante o jogo, o técnico Marcelo Oliveira já não escondia a preocupação (Foto: Pedro Serápio / Gazeta do Povo)

Está aberta a luta do Paraná contra o rebaixamento. Única missão que resta ao Tricolor nas 13 rodadas que faltam na Série B. A realidade está escancarada após a derrota por 2 a 0 para o Sport, ontem, na Vila Capanema.

Mesmo continuando na 12.ª posição, com 32 pontos, a equipe do técnico Marcelo Oliveira está 11 distante do G4 (que agora é uma tarefa possível só na matemática) e apenas cinco acima da faixa da degola. A situação só não é pior porque os rebaixáveis Brasiliense e Santo André não venceram na rodada.

"Sou muito otimista, porque trabalho muito. Mas a cada oportunidade que perdemos fica muito difícil. Não podemos deixar de lutar e acreditar. No campeonato está ocorrendo de tudo, mas antes temos de encaixar uma série de vitórias para escapar lá de baixo", avaliou o técnico Marcelo Oli­­veira, evitando jogar de vez a toalha.

Se não bastasse a perigosa posição na tabela, o futebol apresentado pelos paranistas diante do Leão pernambucano não deixa animação alguma. Muito desfalcado – sem quatro titulares em relação à rodada anterior –, o Paraná viu o jogo se decidir aos 33 minutos do primeiro tempo.

Os donos da casa já perdiam por 1 a 0 (gol de Wilson aos 24 minutos da etapa inicial), quando Chicão foi expulso aos 32. No minuto seguinte, André Leone fez 2 a 0 e decretou a 11.ª derrota tricolor na competição.

"Fico muito triste. Amo este time. Estou com vergonha da torcida", desabafou o goleiro Tiago Rodrigues, de 21 anos, após evitar uma goleada dos visitantes com boas defesas – ele jogou porque o titular Juninho estava suspenso.

Sem sucesso em campo, o clube do Durival Britto e Silva também tem problemas fora dele. O vice-presidente Aramis Tissot, dirigente mais ativo na busca de recursos para regularizar a instável situação financeira, pediu licença de 90 dias para cuidar da saúde. O diretor de futebol Guto de Melo acumulará as tarefas exercidas pelo vice.

Após o jogo, o dirigente quase foi às lágrimas ao desabafar. "A torcida tem o direito de reclamar, mas fazer futebol com dinheiro é difícil, imagine sem. A situação do clube é calamitosa. Prometeram que iriam ajudar, mas não fizeram nada. Os que estão no clube são heróis. Covardes são os que fugiram", discursou Melo.

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