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Paranaense

Paraná retarda mudanças para Série B

Clube se diz em processo de reavaliação, mas não divulga nenhum ato significativo para o restante da temporada

Portão trancado no dia seguinte a mais um fracasso tricolor foi a reação do clube à invasão da Vila Capanema por integrantes da torcida organizada Fúria Independente, na terça-feira: diretoria permaneceu em silêncio | Valterci Santos/Gazeta do Povo
Portão trancado no dia seguinte a mais um fracasso tricolor foi a reação do clube à invasão da Vila Capanema por integrantes da torcida organizada Fúria Independente, na terça-feira: diretoria permaneceu em silêncio (Foto: Valterci Santos/Gazeta do Povo)

No dia seguinte a um novo fracasso do Paraná, desta vez pela Copa do Brasil, nenhuma atitude significativa foi tomada na Vila Capanema. Na prática, apenas um ajuste: o portão de acesso ao estádio, que antes permanecia sempre entreaberto, esteve fechado a tarde inteira.

Um reflexo da invasão da torcida organizada Fúria Independente no treinamento de terça-feira – último antes do empate com o Fortaleza que eliminou o Tricolor da competição nacional. O "cadeado cerrado" acabou se transformando na resposta do clube para a péssima fase.

Antes de qualquer medida, o Paraná preferiu se trancar. Ontem, nenhum dirigente veio a público falar sobre os desdobramentos do novo insucesso do time, logo depois de ter se tornado um mero participante no Estadual, sem chances de título.

O silêncio dessa quinta-feira não deixa de ser frustrante para os torcedores paranistas. Minutos após a eliminação na Copa do Brasil, o vice-presidente Márcio Villela chegou a falar durante entrevista coletiva em "processo de reavaliação" do time. Ocorrerão dispensas no elenco? O técnico Wágner Velloso será mantido? Contratações serão feitas? Quantas? Nenhuma dessas perguntas tem oficialmente resposta.

O único a falar foi o meia Lenílson. E dele vieram, pelo menos, algumas respostas relacionadas ao campo. Um dos atletas que tem contrato vencendo nos próximos dias (4/5), e considerado o principal jogador do Tricolor, ele mostrou vontade de continuar no Durival Britto.

"Não será por um momento infeliz que eu vou querer ir embora. Meu objetivo é ficar e ajudar a colocar o Paraná na Primeira Divisão", disse Lenílson, que já vem conversando com a diretoria sobre a renovação de seu vínculo.

Os outros com vínculo de trabalho próximo de encerrar são os volante Agenor (31/5) e Goiano (31/7), o lateral-esquerdo Fabinho (4/5) e o meia Danielzinho (31/5). E todos têm boas chances de permanecer para a Série B, que iniciará no dia 9 de maio, no confronto com o Bahia, em Salvador.

Assim como a maioria dos 34 jogadores que formam o elenco paranista atualmente. Dispensa só se for conveniente fazer um "acerto" com o atleta. O clube não quer dar margem para novos passivos trabalhistas, que já representam um prejuízo considerável nas finanças.

E quando o assunto chega à comissão técnica, há somente a confiança depositada pelos jogadores em Velloso. "O trabalho com ele é muito bom, não temos problema nenhum. É um técnico que chegou e nos deu muita moral. Nós temos que assumir a nossa parcela de culpa", afirmou Lenílson.

O ex-goleiro do Palmeiras não completou ainda nem dois meses à frente do Tricolor. Chegou no dia 10 de março para substituir Paulo Comelli, demitido em cenário praticamente idêntico. Na oportunidade, a equipe estava mal no Paranaense e havia se classificado nos pênaltis diante do Mixto-MT, na Copa do Brasil.

Já das contratações, sabe-se apenas que elas virão. A quantidade é que é o problema. Afinal, pelo jeito, a necessidade é grande. O último a pintar na Vila foi o atacante Alex Afonso. E outro atacante, Bebeto, ex-Gama, deve ser o próximo. Além dele, o meia Davi, do Avaí, pode ser contratado.

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