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Justiça

Paraná sofre novo revés no tapetão

TJD decide absolver o Rio Branco no caso da escalação irregular do meia Adriano. Com isso, Tricolor segue rebaixado no Estadual

Presidente do Pleno, Peterson Morosko, entre os escudos de Paraná e Rio Branco | Hedeson Alves/Gazeta do Povo
Presidente do Pleno, Peterson Morosko, entre os escudos de Paraná e Rio Branco (Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo)
Torcedores do Paraná em frente à sede do TJD tentando fazer pressão |

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Torcedores do Paraná em frente à sede do TJD tentando fazer pressão

O Paraná sofreu mais uma derrota na temporada, desta vez nos tribunais. Rebaixado no Estadual, o clube viu o Rio Branco ser absolvido na sessão extraordinária do Pleno, instância máxima do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), na noite de ontem. Porém, a decisão final só deverá ser dada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro, já que ainda cabe recurso por parte da procuradoria do TJD.

O Rio Branco, que poderia perder pontos pela escalação irregular do meia Adriano de Oliveira San­­tos e assim cair para a Série B no Regional no lugar do Para­­ná, foi absol­vido por 6 votos a 3. Con­se­lheiros do Tricolor, o presidente do Pleno, Peterson Muziol Mo­­rosko, e a auditora Lis Caroline Bedin, de­­fen­­deram a condenação da equi­­­pe do Litoral, assim como o relator do caso, Adelson Batista de Souza.

Os demais deram ganho de causa ao Rio Branco e ainda retiraram a multa de R$ 27,5 mil, que o clube do litoral deveria pagar segundo o resultado do primeiro julgamento. Eles analisaram que o erro do Leão de inscrever Adriano de Oliveira Santos como o homônimo Adriano Oliveira dos Santos não foi cometido intencionalmente e que o regulamento geral de competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) passa a responsabilidade pela documentação às federações estaduais, e não ao clube. Por fim, ampararam-se no princípio pro-competitione, mantendo os resultados obtidos no campo.

Segundo Alessandro Kishino, advogado do Paraná, porém, a re­­gra da CBF não é aplicável para um torneio da Federação Para­­naen­se de Futebol (FPF). Ele se irritou bastante durante o julgamento porque o clube havia sido colocado como o terceiro interessado do caso e foi excluído pelo Pleno antes mesmo de o representante tricolor, o advogado Itamar Côrtes, se manifestar.

"Me dá ânsia ficar lá dentro. Os caras não entendem nada, e eu desaprendo", atacou Kishino, que, depois dessa primeira decisão desfavorável, mal acompanhou a votação envolvendo o Rio Branco, optando por permanecer do lado de fora da sala, conversando, entre outros, com Benedito Barboza, presidente do Deliberativo paranista. "É um absurdo. Vamos re­­correr para poder acompanhar no STJD", ressaltou Côrtes, já antecipando a continuidade do caso.

O presidente do Rio Branco, Ni­­valdo Domanski, e o jogador Adria­­no, que acompanhou a todo o julgamento, comemoraram bastante a decisão . Porém, o próprio advogado do clube, Domingos Moro, sabe que o a permanência na elite paranaense ainda não está garantida. "Fizemos 2 a 0, mas não adian­­ta porque se perder no Rio eles (Paraná) fazem 3 a 2", disse ele.

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