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Triatlo

Paranaense tenta assimilar ruptura com a Olimpíada

Juraci Moreira lamenta não participar da quarta edição consecutiva dos Jogos. Declínio tem relação com a evolução da modalidade

Sydney (2000): Na estreia olímpica, aos 21 anos, Juraci foi o mais jovem triatleta da competição. Terminou a prova em 22.° lugar, um resultado considerado surpreendente, visto que ele tinha apenas seis anos na modalidade | Valterci Santos/Arquivo/ Gazeta do Povo
Sydney (2000): Na estreia olímpica, aos 21 anos, Juraci foi o mais jovem triatleta da competição. Terminou a prova em 22.° lugar, um resultado considerado surpreendente, visto que ele tinha apenas seis anos na modalidade (Foto: Valterci Santos/Arquivo/ Gazeta do Povo)
Atenas (2004): Na sua segunda participação olímpica, mesmo tento participado de um evento teste no percurso grego, focando a melhora no ciclismo, teve seu pior resultado: terminou em 41.° lugar |

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Atenas (2004): Na sua segunda participação olímpica, mesmo tento participado de um evento teste no percurso grego, focando a melhora no ciclismo, teve seu pior resultado: terminou em 41.° lugar

Pequim (2008): A classificação foi na última hora: em 56.° lugar no ranking mundial, pois contou com a desistência de um austríaco para competir. Em Pequim, foi o melhor sul-americano, terminando a prova em 26.° lugar |

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Pequim (2008): A classificação foi na última hora: em 56.° lugar no ranking mundial, pois contou com a desistência de um austríaco para competir. Em Pequim, foi o melhor sul-americano, terminando a prova em 26.° lugar

Juraci nas olimpíadasEsta será a quarta vez que o triatlo fará parte do programa olímpico. Em Londres, 110 atletas estarão na disputa pelos pódios no masculino e feminino; destes, três são brasileiros. Mas não são as presen­ças que chamam a atenção – e sim uma ausência.

O curitibano Juraci Mo­­rei­­ra será a baixa na seleção brasileira. Ele estreou na Olim­­pía­­da de Sydney (2000), aos 21 anos, quando a prova composta de por natação, ciclismo e corrida também debutava no evento. E também par­­ticipou de Atenas (2004) e Pequim (2008).

Ele é o quarto melhor brasileiro do ranking mundial, na 83.ª posição, sendo superado por Colucci, Sclebin e Bru­­no Matheus.

O passaporte carimbado para o evento exigia que ficasse, no máximo, no 55.º lugar e sendo até o segundo melhor brasileiro para competir no trajeto criado no Hyde Park, na capital inglesa, como um dos veteranos.

"Apenas um ou dois atletas em Londres estiveram nas outras três edições. Eu poderia ter sido o terceiro", diz o triatleta, de 33 anos, sobre o objetivo não concretizado. A queda no ranking, explica, foi pelas constantes lesões e "algumas faltas de sorte" em algumas etapas de provas.

"Terminei bem 2011 e comecei este ano empolgado. Mas uma inflamação no joelho esquerdo me incomodou toda a temporada", lamenta.

Ainda amargando a au­­sên­cia nos Jogos, experimentou dias de descanso, livre da obsessão olímpica que cultivou nos últimos 22 anos (quatro ciclos para os Jogos). "Não consigo lembrar muito bem a última vez que tive férias..."

A frase solta poderia até indicar que ele começa a se afeiçoar ao sossego. Mas o triatleta rechaça qualquer sinônimo de aposentadoria. Mesmo assistindo à prova olímpica no conforto do sofá: "Prefiro não acompanhar ao vivo", diz.

Ele não nega que sentirá um incômodo em não preencher no braço esquerdo o espaço reservado para a quarta tatuagem – Juraci estampou os logos dos Jogos de Sydney, Atenas e Pequim. Mas aproveita o intervalo dos treinos para começar outros planos.

Um deles é poder experimentar-se em outras versões do triatlo, como o X-Terra ou distâncias mais longas que a versão olímpica. Também concilia os treinos com projetos de divulgação da mo­­dalidade na parceria com o ex-nadador Gustavo Borges. Juraci quer ensinar não só as técnicas do triatlo como dividir estratégias como a de conquistar e manter patrocinadores. Não bastasse isso, aos 33 anos, pensa, com a es­­posa Bella, em am­­pliar a família.

O paranaense destaca o desgaste que sentiu nos úl­­timos anos, exigência da evolução da modalidade. "Cada vez mais o triatleta é exigido. Não concordo com isso porque acaba estressando", critica.

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