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Natação

Paranaense usa casa nova como arma na Copa do Mundo

O curitibano Henrique Rodrigues se sentirá em casa nesta sexta-feira, em Belo Horizonte, na etapa brasileira da Copa do Mundo de natação. Promessa da modalidade nacional, ele mora na capital mineira desde o início de 2007. Nova casa, novo clube e nova rotina capazes de turbinar a carreira do nadador e de indicar a chance de um bom resultado no torneio internacional, que será realizado até domingo.

"Ambientei-me muito rápido à cidade, aos amigos e ao trabalho", conta o atleta. O apoio da família, também transferida para BH, ajudou na adaptação. "Com eles aqui tive um degrau a menos para subir", reconhece Rodrigues, que tinha apenas 15 anos na época.

A mudança refletiu no cronômetro. Em pouco mais de um ano no Minas Tênis, ele conseguiu baixar de 2min08 para 2min03 o tempo da sua especialidade, os 200 m medley. Uma infinidade nas piscinas.

"Na natação, dois centésimos podem ser a diferença entre estar em uma Olimpíada ou não. Então, foi uma evolução importante", comemora o atleta, satisfeito por ter feito a escolha correta.

Ele recebeu convites do Pinheiros e do Corinthians, mas optou pelo Minas para poder trabalhar com Fernando Vanzella. "É o melhor técnico no meu estilo e ainda posso nadar ao lado de atletas de alto nível."

Entre eles, Thiago Pereira, antes ídolo, agora rival. "Nossa relação mudou um pouco. Acho que o fato de eu estar evoluindo muito mais rápido do que esperava seja uma das razões de a gente ter se afastado. A concorrência aumentou", revela.

A comparação entre os dois começou após a prata de Rodrigues nos 200 medley – especialidade de Pereira – na edição 2007 da Copa do Mundo. Após várias competições pelas seleções juniores e juvenis, o paranaense irá integrar pela primeira vez a seleção principal na etapa deste ano da competição.

"Será importante para testarmos o nosso nível de treinamento ao lado de atletas de vários países, que serão nossos concorrentes lá na frente também", comenta o nadador, referindo-se ao ciclo olímpico até Londres-2012.

Para chegar lá, segue uma dura rotina. São 60 quilômetros semanais de natação, todas as tardes, de segunda à sábado, além das duas vezes por semana nas quais ele madruga para treinar antes de ir para o cursinho. "Quero fazer Direito. Gosto muito de normas e regras e acho que vou me identificar", planeja.

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