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"Parece que o Coritiba se entregou", dispara Vilson após derrota no Atletiba

Presidente eleito do Coxa afirma que faltou espírito e atitude à equipe para vencer o clássico e chegar à Copa Libertadores da América

Para o presidente eleito do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, Coritiba não poderia ter perdido para um adversário "menos talentoso" | Valterci Santos / Gazeta do Povo
Para o presidente eleito do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, Coritiba não poderia ter perdido para um adversário "menos talentoso" (Foto: Valterci Santos / Gazeta do Povo)

Vilson Ribeiro de Andrade, presidente eleito do Coritiba para o triênio 2012-14, não conseguiu definir o tamanho da desilusão do clube com a perda da vaga na Copa Libertadores de 2012.

Pior do que o revés para o rival Atlético – o primeiro em três anos e meio – foi a maneira com que o clube foi dominado por um time visivelmente menos talentoso. E com o agravante de que no intervalo da partida o adversário já sabia que seu destino, por conta da goleada do Cruzeiro, seria, inevitavelmente, a Série B.

"Parece que o Coritiba se entregou", disparou Andrade, sobre a atitude da equipe que entrou em campo na Arena.

Para o dirigente, faltou espírito e, principalmente, atitude de quem realmente queria estar na principal competição do continente.

"Isso não tem explicação. Tivemos uma semana excelente, todos motivados. Fiz uma reunião com o elenco na sexta e senti empolgação total. O time simplesmente não encaixou", cravou Andrade, que afirmou ter visto muitos jogadores abaixo do nível normal de atuação, mesmo com um polpudo bicho garantido em caso de classificação.

"Chegamos em oitavo [lugar] e, na minha opinião, é o que merecíamos", emendou.Mas, apesar do clima ressaca, Andrade apontou a temporada como muito positiva, especialmente para um time que recém subiu para a elite do futebol nacional. Depois das férias, com cerca de "três ou quatro" reforços pontuais, o dirigente espera um ano ainda melhor.

Para isso, garante a permanência de uma espinha dorsal, com a permanência de pelo menos 80% do plantel atual. Vanderlei, Emerson e Rafinha, por exemplo, são inegociáveis na visão da diretoria. O meia, inclusive, revelou à Gazeta do Povo que já trata de estender sua permanência por até mais dois anos além do acordo atual, que vai até o fim de 2013.

"É ídolo, né? É difícil encontrar jogadores que se identifiquem assim. E ele tem todos os requisitos", confirmou Andrade.

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