
Ano após ano, os times de futebol saem em busca das chamadas "contratações pontuais". Na maioria das vezes, não funciona. Mas em outras ocasiões se transforma em um tiro certeiro. É o caso do zagueiro Emerson, que se tornou o dono da defesa do Coritiba, tem dez gols na temporada e já vem chamando a atenção de outros clubes, brasileiros e estrangeiros, principalmente após a recente convocação para a seleção brasileira apesar de nem sequer ter entrado em campo.
Nos bastidores, já se especula que o defensor estaria arrumando as malas rumo ao São Paulo, para substituir Rhodolfo, que tem propostas do futebol europeu. Da mesma forma, o alemão Hoffenheim estaria observando o atleta de 28 anos. Esse interesse teria sido revelado pelo ex-jogador Paulo Rink, que tem ligações com clubes germânicos.
O empresário de Emerson e o Alviverde preferem não comentar as sondagens. O atleta, porém, confirma ter recebido contato de outros clubes."Na verdade até chega [proposta] a mim, mas na maioria das vezes é via empresário mesmo. Quando fico sabendo de algo, sempre conversamos", revelou o jogador.
O empresário Luiz Alberto Oliveira, da L.A. Sports, admitiu que no caso de aparecer um contrato mais rentável, seria difícil segurar o atleta no Coxa. "Ele está adaptado a Curitiba, tem estrutura para trabalhar, está feliz, tem salário em dia, então não tem motivo para sair para se aventurar, a não ser que seja por uma proposta financeira muito alta", disse.
O superintendente de futebol do clube, Felipe Ximenes, analisa o período especulativo como algo natural. "Para ser sincero, prefiro lidar com problema de o elenco do Coritiba estar sendo assediado do que não ter oferta, porque isso é naturalmente reflexo de um bom trabalho", comentou.
Independentemente do futuro, o zagueiro diz estar satisfeito no Alto da Glória, onde tem contrato até o fim de 2013. "Sou bem equilibrado e tranquilo. O meu pensamento é exclusivamente no Coritiba. Quero ficar e renovar por mais tempo", avisou ele, deixando em aberto também a possibilidade de trocar de camisa. "É um reconhecimento do trabalho, que já vinha abrindo portas. Depois da convocação ser normal aparecerem propostas."



