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Paulo Baier, apesar de não ser atacante, tem intimidade com as redesadversárias | Antônio Costa / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Paulo Baier, apesar de não ser atacante, tem intimidade com as redesadversárias| Foto: Antônio Costa / Agência de Notícias Gazeta do Povo

O sétimo Campeonato Brasileiro disputado por pontos corridos está próximo do fim, e as torcidas colocam fé nos seus artilheiros nestes momentos decisivos. Mas quem mais fez gols de 2003 para cá não foi um atacante, e sim um meia, que até bem pouco tempo jogava na lateral direita. Paulo Baier tem 77 gols no período, 11 por ano, já que ele disputou todas as edições da Série A jogando por Criciúma, Goiás, Palmeiras, Sport e agora Atlético-PR.

"Eu me sinto orgulhoso. Com tanta gente boa no nosso país, com tanto atacante de qualidade, é bacana saber que estou na frente. Não sabia que o número era esse, é uma média de mais de dez gols por campeonato, realmente não é fácil alcançar", afirmou Paulo Baier.

No entanto, na cola de Baier está um grande artilheiro. Washington, após marcar dois no último fim de semana, chegou a 69 gols. Faltando uma rodada apenas, ele não terá tempo de alcançar o jogador do Furacão nesta temporada, já que o atleticano tem oito de frente. O centroavante, porém, já mira o próximo Brasileirão e mais uma marca importante. Ele conta com uma média impressionante de 23 gols por temporada já que jogou apenas três por Atlético-PR, em 2004, Fluminense, em 2008, e São Paulo, neste ano.

"Fico feliz, e, sem dúvida nenhuma, é mais uma possível conquista na minha carreira. Posso tentar o primeiro lugar no ano que vem, pois não é uma diferença grande. Fiquei surpreso, pois não sabia. O que eu sabia é que estava entre os principais goleadores do Brasileiro. Agora tenho mais uma meta para alcançar", avisou Washington.

O líder Paulo Baier reconhece que o seu principal adversário nesta disputa merece todo o respeito e mais um pouco.

"Washington é um atacante perigoso, é um goleador nato, de repente pode conseguir tirar essa diferença nos próximos anos. Mas estou com 35 anos, ainda espero jogar mais dois ou três Brasileiros pelo Atlético-PR. Quem sabe não consigo chegar aos 100 gols? Seria uma marca expressiva", considerou o atleta do Furacão.

Correndo por fora, na terceira colocação com 58 gols, Obina está parado neste ano, depois de ser afastado do Palmeiras, mas promete entrar firme nesta disputa na próxima temporada. Desde 2003, o atacante disputou seis Brasileiros por Vitória, Flamengo e pelo Verdão neste ano.

"Não é fácil marcar esse número de gols, ainda mais se tratando de Campeonato Brasileiro, uma das competições mais disputadas do mundo. Vai ser difícil alcançar e superar meus concorrentes. Os números do Paulo Baier impressionam por se tratar de um meia. Já o Washington sempre marca muitos gols. Mas, se eu conseguir ter uma regularidade de partidas dentro da competição nos anos que virão, acho que dá para chegar. Vou trabalhar para isso", disse Obina.

Em termos de média, o único que se aproxima dos números impressionantes de 23 gols por Campeonato Brasileiro de Washington é o santista Kléber Pereira. O centroavante do Peixe também jogou três campeonatos de pontos corridos, justamente os últimos três, e balançou as redes 51 vezes, ou seja, 17 por temporada.

"É sempre importante conseguir algumas coisas importantes dentro de um clube como o Santos. É gratificante. A gente sempre busca títulos e às vezes não dá. Mas vêm esses outros objetivos e é bom. Se Deus quiser, vou continuar marcando e aumentando a média. A gente sempre busca algo a mais. Se tem essa marca para quebrar, espero continuar fazendo gols para superar os 17 gols por ano e marcar 18, 19...", prometeu Kléber Pereira.

A lista dos dez maiores artilheiros da era dos pontos corridos ainda inclui o aposentado Edmundo, Alecsandro, do Internacional, Tuta, do Náutico, Marcinho e Alex Mineiro, do Atlético-PR, e Alex Dias, que disputou a Série B pelo Vila Nova.

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