São Paulo Pelé volta a Interlagos para reparar um erro com Michael Schumacher. Há quatro anos, foi convidado pela organização do GP do Brasil para dar a bandeirada final da prova. O alemão venceu com sobras, mas não viu a bandeira tremular porque Pelé, um pouco desatento, perdeu a hora da chegada. Hoje, o Atleta do Século vai entregar ao piloto um troféu confeccionado em ouro, com pedras preciosas brasileiras, como forma de homenageá-lo no dia da despedida das pistas. A idéia partiu da FIA e da promotora do GP, a Interpro.
Em 2002, Pelé levou a gafe na esportiva. Mas o caso teve grande repercussão internacional. Hoje, ele será (mais uma vez) um dos protagonistas de um momento importante na história do esporte. As tevês de todo o mundo devem abrir suas transmissões com a imagem do brasileiro dando a taça ao alemão. O evento ocorrerá cerca de 15 minutos antes do início da corrida.
"É uma honra, para mim, representar todos os brasileiros nessa entrega", declarou Pelé. Entre outros elogios a Schumacher o Rei disse concordar que o alemão é o Pelé do automobilismo. O tricampeão mundial pela seleção brasileira vai assistir à decisão da temporada das tribunas, ao lado de autoridades, um dia antes de completar 66 anos de idade.
A programação sai um pouco do protocolo da Fórmula 1. Nenhum evento desse tipo costuma ser realizado antes do início do GP, momento em que o piloto mais precisa de concentração. Por isso, muita gente estranhou o fato de Schumacher ter concordado com a idéia.
A presença de Pelé aumenta ainda mais o glamour do GP de Interlagos, o mais importante de sua história. Além de decidir o campeão mundial na disputa mais equilibrada dos últimos anos, ainda marca a despedida do mais vitorioso piloto de todos os tempos.



