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Volêi

Pelo ouro, seleção feminina testa reação contra favoritismo americano

Estados Unidos venceu os últimos três Grand Prix da modalidade e, na primeira fase em Londres, bateu o Brasil por 3 sets a 1

Para chegar ao bi olímpico, Brasil terá de superar o retrospecto ruim recente diante dos EUA | AFP
Para chegar ao bi olímpico, Brasil terá de superar o retrospecto ruim recente diante dos EUA (Foto: AFP)

Depois de uma primeira fase turbulenta, a classificação à final da Olimpíada foi uma grande conquista para a seleção feminina de vôlei, na opinião do técnico José Roberto Guimarães. Mas o treinador enfatiza que o elenco ainda não cumpriu seu dever em Londres, que é o de buscar o bi olímpico. "As jogadoras sabem que ainda não está cumprido e que a gente tem condição de brigar com os Estados Unidos. A gente tem chance de brigar e vai brigar", enfatiza o treinador.

A principal preocupação de Zé Roberto na final de hoje, às 14h30 (de Brasília), na Arena Earls Court, é com a oposta Hooker, que joga no Brasil, pela equipe paulista do Sollys/Osasco. O técnico afirma que, em todos os momentos críticos dos Estados Unidos na competição, era a ela que as norte-americanas recorriam para salvar a equipe. "Não temos de montar um esquema especial para a Hooker, mas temos de parar ela mais do que as outras equipes fizeram até agora. No momento decisivo, a atenção tem de ser maior nela", reforça Zé Roberto.

A ponta Jaqueline reconhece que a equipe americana, que perdeu apenas dois sets na Olimpíada, está "redondinha". Mas ela afirma que tudo o que a seleção brasileira passou até a final – a primeira fase ruim, a vitória sobre a Rússia buscando seis match points no último set e o ritmo forte contra o Japão – pode fazer a diferença no lado emocional na decisão. "Não interessa se elas ganharam tudo até aqui, porque a gente estava em dificuldade e conseguiu chegar. Vai vencer quem estiver melhor no dia", avalia a jogadora.

Mesma opinião da capitã Fabiana, que reconhece que o duelo será difícil, mas não impossível de ganhar. "Se a gente jogar concentrada e bem taticamente, pode dificultar o jogo para elas. Na decisão, o que vai valer mesmo é o coração. Quem entrar com mais disposição, pensando que não tem bola perdida, vai levar o ouro", aponta a meio de rede.

O retrospecto, porém, não é favorável às brasileiras. Reedição da última final olímpica, de Pequim-2008, quando o Brasil venceu por 3 a 1, o confronto serve para a seleção retomar a supremacia no esporte. Desde a participação na China, o time de Zé Roberto virou freguês das norte-americanas, ficando com a prata nos últimos três Grand Prix conquistados pelas meninas dos EUA.

Do outro lado, contudo, as adversárias não têm intenção de deixar escapar o primeiro ouro de sua história. "Precisamos nos concentrar e não ficar preocupadas com coisas pequenas. A equipe tem o que é necessário para vencer e espero que terminemos na parte mais alta do pódio", afirmou Hooker. Os EUA bateram na trave duas vezes, em 1984 e 2008.

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