
Após três anos longe do Atlético, Mario Celso Petraglia retornou ontem ao ser aclamado por unanimidade pelos conselheiros como o novo presidente do Conselho Administrativo, o cargo maior no Furacão. Na volta ao CT do Caju, porém, demonstrou que o período em que esteve ausente o deixou desatualizado em relação ao mercado da bola.
Com uma expressão séria, olhar baixo e mãos incessantes, na primeira coletiva de imprensa admitiu que não conhece o ex-gerente de futebol do Vasco, Rodrigo Caetano, um dos principais nomes quando se trata de coordenação de futebol, disponível desde quinta-feira. "Estive três anos longe. Nem sei quem ele é."
Apesar disso, afirmou que a montagem do elenco e a contratação de um novo técnico já começou ontem mesmo e que o trabalho será incessante nos próximos dias. "Não tinha credencial para fazer contatos, mas vamos iniciar ainda essa noite [ontem]", disse.
Com a Série B no caminho do Rubro-Negro em 2012, ele prometeu uma equipe de Segunda Divisão com grife de Primeira. "Montaremos um time o mais próximo possível de um time de Primeira para jogar a Segunda", antecipou. E ainda prometeu: "Voltaremos [à Serie A] no ano que vem."
Durante a campanha, Petraglia bateu na tecla de que o Atlético será campeão mundial em dez anos. Ontem, porém, o discurso já não era tão animador. "Nós queremos os títulos que forem possíveis. Prometemos que seremos gigantes dentro de campo e que estaremos entre os times com chances de ganhar, esta é a promessa".
Como não poderia ser diferente, aproveitou para criticar a antiga diretoria, especialmente o ex-presidente Marcos Malucelli. "Felizmente ele se foi", bradou. "Por que ele não salvou agora [em referência ao fato de o antigo aliado ter livrado o Furacão do rebaixamento em 2008]? Quando dá certo é o salvador e quando dá errado é culpa dos outros?"
Os ataques, aliás, foram até o Alto da Glória. Quando o assunto Couto Pereira veio à baila, avançou sobre o presidente eleito do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade. "Quando ele disse que o Atlético era gigolô do poder público, ofendeu a instituição e a mim pessoalmente", reclamou. Apesar disso, foi manso ao tratar da casa coxa-branca como alternativa à Arena. "Vamos procurar o diálogo", fechou.
ImprensaPetraglia ainda aproveitou para criticar a imprensa, mesmo sem explicar a venda dos jogadores Alberto e Lucas para o Rentistas , do Uruguai. Ele disse que vai processar judicialmente a Gazeta do Povo pela reportagem "Conexão uruguaia", publicada dia 13/12.
De acordo com a reportagem, o clube negociou Alberto para o pequeno time de Montevidéu por US$ 1,5 milhão no dia 10/12/99 e o time do país vizinho 19 dias depois repassou o atleta para a Udinese (Itália) por US$ 6,6 milhões. No caso de Lucas, a ponte também faturou alto: pagou US$ 7,5 mi por 50% do antigo passe e revendeu para o Rennes (França) por US$ 21 milhões.



