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Petraglia, durante a entrevista coletiva de ontem: pedido dos netos, que “não aguentam mais perder para o Coxa”, influenciaram na candidatura | Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo
Petraglia, durante a entrevista coletiva de ontem: pedido dos netos, que “não aguentam mais perder para o Coxa”, influenciaram na candidatura| Foto: Ivonaldo Alexandre/ Gazeta do Povo

Diretoria rubro-negra proíbe interino de dar entrevistas

Ao passo que a diretoria do Atlético busca um novo treinador, o interino Leandro Niehues assume, pela segunda vez no ano, o comando do Furacão. E já começou a esboçar o time que enfrenta o Fluminense, amanhã, no Engenhão, às 21 horas. Porém, mesmo temporariamente à frente do elenco, foi proibido de falar com a imprensa, sob a justificativa de que não é momento de dar entrevistas.

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Atleticanas

Sul-Americana

A Conmebol divulgou ontem os primeiros confrontos da Copa Sul-Americana. O Atlético enfrenta o Flamengo na fase inicial, ainda sem data definida. Caso avance, o Rubro-Negro terá pela frente o Nacional (URU) ou o vencedor entre o Fenix (URU) e um time chileno que ainda não foi definido.

Baixa

O atacante Adailton sentiu a coxa esquerda no treinamento de ontem pela manhã e realiza exames hoje para descobrir a gravidade. De qualquer forma, não enfrenta o Fluminense. Além dele, o volante Paulo Roberto segue fora por mais duas semanas em razão de lesão no tornozelo.

Formação

O técnico interino Leandro Niehues deve escalar o Atlético com uma formação mais ofensiva contra o Fluminense: Márcio; Wendel, Manoel, Rafael Santos e Paulinho; Robston, Marcelo Oliveira, Paulo Baier, Branquinho e Madson; Nieto. Neihues ainda testou Cléber Santana, Edgar Júnior e Guerrón, nos lugares de Robston, Baier e Branquinho, respectivamente.

Apesar de relutar algumas vezes, Mário Celso Petraglia quer mesmo voltar a ser presidente do Atlético – ocupou diferentes cargos no clube de 1995 a 2008. A confirmação da candidatura na eleição do fim do ano foi dada ontem, durante entrevista coletiva, em um hotel no Centro de Curitiba. O anúncio veio em meio a uma crise técnica no Rubro-Negro, que irá para o quarto técnico efetivo (quinto contando o interino Leandro Niehues) no ano e patina na zona de rebaixamento no Brasileiro. O estopim, de acordo com Petraglia, foi a postura da atual diretoria na condução das obras do estádio para a Copa de 2014.

"Eu tinha como posição não voltar mais a ser dirigente, mas tenho recebido pressões de todos os lados", disse. "Sou um cara emotivo e não aguento mais segurar. Serei candidato. Seja no fim do ano ou seja com a eleição sendo antecipada. Não quero mais meus netos falando: ‘Vovô, não aguento mais perder para o Coxa’", afirmou, se segurando para não chorar. "Não tenho mais os 50 anos que tinha quando assumi pela primeira vez, mas, pela situação, deverei me sacrificar. Mas tem muita gente que irá ajudar e assim poderei encabeçar o movimento".

O pleito pode ser antecipado por causa de um dispositivo existente no estatuto do clube. Para isso, é necessário juntar 5 mil assinaturas de sócios e convocar uma assembleia-geral extraordinária, que teria poderes para alterar o calendário eleitoral.

Petraglia apontou alguns fatores, além da pressão, como fundamentais para almejar novamente o cargo máximo do Furacão. "Acusações levianas de que o clube estava cheio de dívidas. Não contabilizaram que venderam R$ 50 milhões de jogadores que formamos. Deixamos eles com vários ativos e o que eles deixaram? Trouxeram 70 jogadores e quantos ficarão e quantos serão vendidos para reinvestir em futebol?".

Mas são mesmos os assuntos relacionados com o Mundial do Brasil que mais irritam Petraglia. Segundo ele, o Atlético tem de administrar as obras de remodelação da Arena em vez de entregá-la a uma empreiteira (a OAS é favorita), que teria direito a explorar por alguns anos parte do complexo.

O ex-dirigente informou que bancaria o empréstimo para custear a obra com exploração de naming rights (direito de usar o nome) da própria Arena e com as cotas da tevê. As prestações, de acordo com os cálculos de Petra­­glia, seriam de R$ 2,3 milhões por ano, seguindo o orçamento apresentado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento de Curitiba (Ippuc), de R$ 175 milhões para deixar o estádio de acordo com o que exige a Fifa.

Interatividade:

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