
Foram três gols em quatro jogos no Campeonato Brasileiro de Juniores e uma certeza: "Se tem jogador de 19 anos jogando em grandes times e até seleções, por que eu não posso?". Lelê (Wesley de Jesus Correia), natural de Diadema, São Paulo, é a esperança do Alviverde em 2010, talvez um dos anos mais difíceis da história do clube. Mas ele nem reclama. Com o time sem dinheiro, na Segunda Divisão, mais chance para o garoto que chegou ao Alto da Glória em março, vindo do São Bernardo.
Lelê é franzino, está acostumado a levar trancos dentro de campo, pois não consegue jogar de outra maneira que não seja partindo para cima do defensor para só largar a bola quando chuta para o gol ou vê um companheiro em melhor condição. Talvez por isso não tema a responsabilidade.
"Da outra vez quem subiu o Coxa foi a garotada. Estamos prontos para isso novamente. Vamos treinar com o grupo e esperar a nossa chance", diz o garoto, que imagina precisar ganhar um pouco de peso, mas não de experiência. "Antes de chegar aqui, passei pelo Marítimo, de Portugal, Grêmio, mas não fiquei em nenhum deles, pois o São Bernardo pede caro."
No caso do Coritiba, o sistema foi diferente. Quando Lelê foi descoberto, na Copa São Paulo do ano passado o São Bernardo estava no mesmo grupo do Alviverde , o clube paranaense propôs uma parceria aos paulistas: o garoto vinha, aparecia e, na hora que for vendido, o time do interior de São Paulo ficará com 30%. Metade desse caminho foi completada com a promoção ao profissional. Agora, falta o jogador repetir dentro de campo o que fez na categoria de base. E ele imagina que, quanto mais perto do gol ficar, mais rápido poderá se firmar na equipe.
"Se precisar, jogo na meia. Mas se for para escolher, sou atacante. Independentemente disso, não vejo a hora de me apresentar e conhecer o grupo."



