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Paranaense

Pivô de crise fora de campo, Mancha ostenta retrospecto invejável na zaga alviverde

Mancha está de volta. Embora o retorno do jogador dentro de campo tenha sido uma espécie de pivô para mudanças importantes fora dele, o atleta prefere nem falar sobre o assunto. O líbero alviverde fica mesmo com as lembranças de seu desempenho no domingo, na vitória de 3 a 0 sobre o Paranavaí. E com um retrospecto que justifica qualquer demissão: com ele na sobra, Cleiton e Felipe mais centralizados, a defesa ainda não tomou gols no ano.

Antes de ser afastado por Ivo Wortmann, Mancha atuou em sete partidas: um amistoso, cinco pelo Estadual e uma pela Copa do Brasil. Nos cinco primeiros jogos, o trio se manteve invencível – contra o Fluminense, a derrota por 1 a 0 veio no segundo tempo, quando a defesa já havia sido mudada. Nos três últimos, contudo, Mancha atuou, mas a formação da zaga foi alterada, e o sistema defensivo desandou. Tomou cinco gols.

Invariavelmente o trio de defensores tinha Pereira. Ou no lugar de Felipe, Cleiton ou ocupando o espaço de Mancha. Isso foi antes da partida contra o Paranavaí, na estreia da fase final, no último fim de semana. Com a volta do trio, o Coritiba interrompeu uma série de cinco jogos em que sua meta era vazada.

"Espero que seja assim até o final. Mas não é algo apenas pela minha volta. Toda a equipe está se empenhando para que a bola nem chegue lá atrás", conta o jogador, que havia atuado pela última vez no dia 21 de fevereiro (3 a 0 para o Engenheiro Beltrão). "Foi complicado. O maior problema era mesmo ficar sem jogar. Continuei trabalhando duro. Mas é difícil ficar treinando sem um objetivo definido."

A volta ocorreu principalmente por Ivo não conseguir, no período, formar uma zaga tão eficiente. O técnico então falou com a direção e disse que ia reintegrá-lo. Foi o que teria motivado a saída de Jamelli.

"Nossa melhor defesa foi com ele. E o Mancha veio falar comigo duas vezes, dizendo que queria muito ajudar o Coritiba", conta o técnico.

Mas o retorno do jogador não significa reabertura nas negociações de renovação. O vínculo com o Alviverde acaba no dia 11 de julho e depois disso ele deverá ir para o Santos, com quem tem um pré-contrato assinado. Até lá, se atuar no Brasileiro, não poderá jogar pelo Peixe na mesma competição. Isso é a carta na manga do Coritiba para tentar um acerto com o clube paulista. Tanto para a saída de Mancha ao fim do Estadual, como, até, para usá-lo até o fim do ano, com empréstimo depois de julho.

"Disso eu não sei. Só quero jogar. O resto deixo para a direção e meus empresários decidirem. Se tiver que atuar no Brasileiro, vou ter de jogar. Isso eu coloco na mão de Deus e vamos ver o que vai dar", diz.

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