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Brasileiro

Plano antiseca

Para encerrar o jejum de gols que já dura três rodadas, o Atlético vai a campo com um ataque diferente, sem um centroavante de referência

O equatoriano Guerrón, de volta após servir a seleção de seu país, deve formar a dupla de ataque com Maikon Leite no confronto de hoje com o Goiás | Hedeson Alves/Gazeta do Povo
O equatoriano Guerrón, de volta após servir a seleção de seu país, deve formar a dupla de ataque com Maikon Leite no confronto de hoje com o Goiás (Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo)

Para vencer a partida contra o Goiás hoje, às 18h30, na Arena, o Atlético terá o desafio de acabar com o jejum de gols de três partidas. Para conseguir esse objetivo, porém, o Furacão não contará com Bruno Mineiro, vetado por causa de uma lesão na sola do pé. Assim, provavelmente a equipe rubro-negra não terá um centroavante de ofício, algo inimaginável quando o técnico era Paulo César Carpe­giani, hoje no São Paulo.

Após cumprir suspensão contra o Santos, Maikon Leite deve formar a dupla de frente com Guer­­­­­rón, que retornou após ser titular em dois amistosos do Equa­dor. O atual treinador, Sérgio Soa­res, não confirmou a equipe, mas, diferentemente de seu antecessor, garantiu que é possível jogar sem o tradicional camisa 9.

"Se a equipe não tem um atacante de referência, mas tem atacantes que estejam dentro da área, de repente o atacante de referência não faz tanta falta. Depende muito da movimentação daqueles dois que vão para o jogo", argumentou.

Depois de ter escalado a dupla gringa González e Nieto na derrota para o Santos, Soares mostrou sa­­tisfação com os reforços ofensivos. "São jogadores de velocidade, que sabem fazer gols. Isso aumenta as nossas opções em termos ofensivos. É importante para um grupo que está buscando a Liber­­tadores", disse.

Prestes a entrar na 30.ª rodada do Brasileiro, o Atlético convive com o incômodo de ter feito o seu último gol na 26.ª, quando o za­­gueiro Rhodolfo definiu o resultado positivo sobre o Vitória. Um atacante não marca desde a rodada anterior, quando Guerrón empatou a partida com o Botafogo.

Diante deste problema, en­­quanto o Goiás vencia o Peñarol, no meio da semana, pela Sul-Ame­­ricana (1 a 0), os jogadores atleticanos se concentravam para acertar o alvo. "Os treinamentos foram em cima disso. Situações que podem acontecer no jogo, como a de sair na frente do goleiro. Foi muito trabalhado nesta semana, algo que a gente estava meio deficitário", assumiu Soares.

O meia Branquinho, um dos que devem jogar hoje, confirmou que os trabalhos com o ataque foram intensos e apostou: "Temos condições e tenho certeza de que amanhã [hoje] vai sair um gol de atacante."

O atleta contou como o Atlético pretende vencer. "O Goiás deve vir fechado. Temos de rodar bem esta bola, criar as oportunidades e concluir em gol. Nos úl­timos jogos, criamos, mas não fi­­­nalizamos", falou Bran­­quinho.

Independentemente dos problemas ofensivos, o importante para os rubro-negros é continuar sonhando, como contou o volante Vítor, uma possível novidade hoje, após se recuperar de lesão. "Quem sabe com 1 a 0 possamos arrancar os três pontos, o que vai ser muito importante nesta caminhada para a Libertadores."

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Atlético x Goiás, às 18h30, no PFC e no tempo real da Gazeta do Povo

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