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Polícia inglesa descarta racismo contra Neymar

Para o chefe do policiamento no amistoso com a Escócia, não informações de abusos de ordem racista, mesmo com a banana atirada no jogador

Autor dos dois gols da vitória sobre a Escócia, sábado, Neymar evitou se aprofundar na acusação de racismo da torcida escocesa | Mowa Press
Autor dos dois gols da vitória sobre a Escócia, sábado, Neymar evitou se aprofundar na acusação de racismo da torcida escocesa (Foto: Mowa Press)

O chefe da polícia encarregado de supervisionar o amistoso entre Brasil e Escócia em Londres disse que não há informações de abusos racistas no jogo, apesar das queixas de que Neymar foi insultado por alguns torcedores, inclusive com o arremesso de uma casca de banana aos 22 minutos do segundo tempo.

Neymar marcou os gols da vitória da seleção brasileira por 2 a 0 e, apesar de ter evitado se aprofundar no assunto, reclamou do comportamento dos torcedores no Emirates Stadium. Porém, o supervisor policial Mark Sheeran, da Polícia Metropolitana, disse que "a conduta dos torcedores escoceses foi de primeiro nível e não houve qualquer infração penal dentro do estádio".

A casca de banana foi retirada do campo pelo volante Lucas Leiva. "Esse clima de racismo é totalmente triste. A gente sai do nosso país, vem jogar aqui na Europa e acontece essas coisas. A gente prefere nem tocar no assunto, para não virar uma bola de neve", afirmou Neymar, domingo (27), ao Sportv.

Atirar bananas nos jogadores negros foi um fato constante no futebol europeu nas décadas de 1970 e 1980. O ato foi praticamente erradicado nos últimos anos, junto com os cânticos racistas, mas voltaram a ocorrer recentemente, com vários casos no futebol espanhol e italiano. Roberto Carlos, do Anzhi, da Rússia, e Marcelo, do Real Madrid, foram vítimas de racismo nos últimos dias no futebol europeu.

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