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Com show de bolas de 3, Brasil passa fácil por Porto Rico no basquete

Alto nível de precisão nos arremessos de longa distância permite à seleção brasileira abrir larga vantagem ainda no primeiro período. Depois, só precisou administrar o resultado

    • tORONTO
    • Folhapress
    • 21/07/2015 14:17
    O brasileiro Olivinha comemora ponto na larga vitória da seleção de Rubens Magnano sobre Porto Rico, na estreia no Pan. | Tom Szczerbowski/USA Today Sports
    O brasileiro Olivinha comemora ponto na larga vitória da seleção de Rubens Magnano sobre Porto Rico, na estreia no Pan.| Foto: Tom Szczerbowski/USA Today Sports

    A seleção brasileira de basquete masculino passou longe do garrafão nesta terça-feira (21) para vencer Porto Rico por 92 a 59 nos Jogos Pan Americanos. A diferença foi imposta no primeiro período, quando a seleção acertou 11 arremessos de três pontos, abrindo uma vantagem de 43 pontos.

    O show no primeiro período foi tamanho que o locutor do Ryerson Athletic Center parou de comemorar cada sexta de três, como é habitual. O desenho que celebrava o ponto marcado de fora da linha dos três pontos também parou de aparecer no telão.

    Com o sucesso nos arremessos de longa distância no início da partida, e os sucessivos erros da equipe adversária, o time brasileiro seguiu a aposta nos pontos de três por toda a partida. No primeiro período, quando o Brasil impôs a diferença no placar, foram 22 chutes fora da linha, contra 11 dentro.

    “A bola caiu. Vem caindo em toda a preparação. Mas o fator chave foi a defesa. Abrimos 20 pontos nos primeiros três minutos de jogo. Mas todos deram 100% na defesa para que isso funcionasse”, comentou Rafael Hettsheimeir, ao site Globoesporte.com.

    Porto Rico equilibrou a partida no segundo período, impondo uma marcação sob pressão forte em todas as saídas de bola do Brasil. Mas foi insuficiente para reduzir a enorme diferença imposta na metade inicial do jogo.

    A estratégia de arremessos a longa distância garantiu a vitória brasileira. As duas equipes acertaram o mesmo número de chutes de dois pontos (18). Mas o Brasil marcou 16 fora da linha de três pontos, contra 2 de Porto Rico.

    Em um grupo com Estados Unidos e Venezuela, o jogo contra Porto Rico era visto como essencial para conseguir a segunda vaga do grupo. Os dois melhores se classificam para as semifinais. A próxima partida do Brasil é na quarta-feira (22), às 14h30 (de Brasília) contra os venezuelanos. Na quinta (23), a equipe enfrenta os norte-americanos.

    Jogo

    O Brasil abriu o placar com dois pontos dentro do garrafão, com Rafael Hettsheimeir. “Jogo na posição 5 [pivô]. É difícil arremessar. Mas é uma arma que tenho. É treino. Já fazia na Espanha. E isso tem me ajudado bastante”, explicou o jogador, ao site Globoesporte.com. Em seguida, a equipe emendou uma série de oito cestas de três, o que garantiu a dianteira arrasadora de 31 a 6 no primeiro quarto.

    A vantagem continuou e Porto Rico só ultrapassou os 31 pontos marcados pelo Brasil no primeiro quarto na segunda metade do terceiro.

    A seleção porto-riquenha mostrou disposição para tentar empatar o jogo. Chegou a fazer uma das mais belas jogadas da partida, num jogo aéreo do armador Jose Barea para enterrada de Kevin Young.

    Ao apertar a marcação no segundo período, Porto Rico conseguiu atrapalhar as saídas de bola. O Brasil demorou cerca de cinco minutos para retomar o ritmo de pontuações. O treinador Rubén Magnano orientou os jogadores a fazer a mesma pressão sobre os adversários. A estratégia reequilibrou a partida.

    Bastou ao Brasil manter uma diferença confortável no quarto período para garantir a vitória.

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