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Daniel Stapff é o 9º brasileiro no ranking mundial: mira o 1º posto | Zeca Resendes/Divulgação
Daniel Stapff é o 9º brasileiro no ranking mundial: mira o 1º posto| Foto: Zeca Resendes/Divulgação

O curitibano Daniel Stapff, 24 anos, precisou apenas de uma temporada no circuito profissional para alcançar o topo do ranking brasileiro de golfe. Campeão do CBG Pro Tour (Circuito Brasileiro de Golfe) dia 13 de dezembro, na etapa de Itanhangá-RJ, ele garantiu a motivação para acreditar que poderá representar o país na modalidade nos Jogos Olímpicos de 2016.

Esse é o objetivo do jogador. Missão difícil. Para estar na Olimpíada do Rio, ele terá de ser o melhor do Brasil em 20 de junho de 2016, quando a Federação Internacional de Golfe (IGF) fecha o ranking olímpico, que compreende os atletas de todo o circuito profissional. Hoje, Stapff é o nono entre os brasileiros – o experiente Adilson da Silva, 42 anos, encabeça a lista.

Como os torneios no Brasil não distribuem pontos válidos para a classificação olímpica, ele vai ter de se colocar entre os melhores do mundo, nos principais campeonatos, para escalar no ranking. Só vai conseguir isso se participar ativamente das disputas nos EUA. Por isso, o curitibano decidiu fazer as malas e se mudar para Miami, onde residiu entre 2008 e 2012, quando cursou a Barry University.

"A competição lá é muito maior, com muito mais jogadores de qualidade e em campos muito bons. Com essa mudança, o meu treino vai melhorar e espero que meu jogo também", aposta Stapff, que tem boa experiência em território ianque, já que venceu quatro títulos na liga universitária norte-americana e esteve entre os melhores amadores do país.

Dessa vez, porém, ele terá de se infiltrar entre os profissionais, um caminho mais complicado. Para entrar nas competições é necessário passar por classificatórias. Essa será sua rotina. Treinar e buscar um espaço nos torneios. Mas, quando estiver dentro, vai apostar tudo. "O golfe tem essa coisa especial de uma semana boa em um torneio poder mudar a carreira toda. Vou ter essa chance durante todo o ano. Uma semana boa pode ser o que vai me levar para a Olimpíada", projeta.

O próprio 2014 do golfista serve de exemplo. Até o ano passado, Stapff dava as primeiras tacadas entre os profissionais. A rápida ascensão culminou com o título do CBG Pro Tour depois de cinco etapas – Brasília (3.º lugar), Porto Alegre (3.º), Itu (1.º), Curitiba (2.º) e Itanhangá-RJ (8.º) – e R$ 61.325 em prêmios.

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