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Murilo cobra explicações da Confederação de Vôlei sobre denúncia

Relatório da Controladoria Geral da União aponta irregularidades na contratação de serviços

Para Murilo, CBV finge que está tudo bem com as denúncias feitas contra a entidade | Alexandre Arruda / CBV
Para Murilo, CBV finge que está tudo bem com as denúncias feitas contra a entidade (Foto: Alexandre Arruda / CBV)

Um dos mais experientes jogadores da seleção brasileira de vôlei, o ponteiro Murilo voltou a fazer duras críticas à gestão da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) nesta quinta-feira. O jogador cobrou explicações da entidade com relação ao relatório final da Controladoria Geral da União (CGU) sobre as denúncias feitas pelo canal ESPN Brasil ao longo do ano.

"O pior é fingirem que esta tudo bem, ou que nada aconteceu", escreveu Murilo, no Twitter, ao compartilhar o link da notícia publicada no site da ESPN, com detalhes do relatório da CGU. "Por favor não me venham com nota oficial pra comentar sobre a matéria, é hora de dar as caras e se explicar. É de entristecer qualquer um que faz esporte no Brasil!", postou.

A reportagem desta quinta-feira da ESPN cita que o relatório da CGU aponta "contratação de empresas de consultoria sem que se consiga verificar a efetiva contraprestação do serviço; contratação de empresas sem estrutura física e de pessoal; contratação de empresas cujos proprietários são ou foram ligados à CBV; contratação de empresas do mesmo proprietário que executa e audita a prestação de serviço; pagamento de notas fiscais sequenciais que demonstram que a empresa comandada prestava serviço somente para a CBV; pagamento de notas fiscais com descrição genérica do objeto contratado, como ‘comissionamento' ou ‘assessoramento'".

O relatório também trata do caso da SMP, empresa de Marcos Pina, ex-dirigente da CBV ligado ao ex-presidente Ary Graça, que a CBV pagou, por "Prospecção de cotas de patrocínio, propriedades e títulos" aproximadamente R$ 3 milhões entre 2012 e 2013. Ainda de acordo com a ESPN, a CGU concluiu que "não há provas da prestação do serviço contratado pela CBV" e que "a empresa não possui infraestrutura física nem pessoal".

Os pagamentos feitos à SMP continuaram mesmo na nova gestão da CBV, comandada por Walter Pitombo Laranjeiras, Toroca. Ainda de acordo com o relatório citado pela ESPN, a empresa recebeu R$ 188 mil em 2014, a título de "assessoria de gestão administrativa esportiva".

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