
Quando Paulo Baier acertou a sua transferência para o Atlético, no começo de junho, o pedido do presidente do clube, Marcos Malucelli, foi o seguinte: "Preciso de você aqui para ajudar essa meninada". A missão foi cumprida com eficiência.
Ontem, cerca de cinco meses depois da chegada do jogador, o Rubro-Negro anunciou a renovação do vínculo por mais uma temporada. O contrato do capitão atleticano ia até o fim do ano e foi estendido até dezembro de 2010. Mas a responsabilidade de Baier também aumentou.
Agora, além de comandar a equipe dentro de campo e orientar os atletas mais jovens fora das quatro linhas, Baier será uma espécie de consultor da diretoria rubro-negra para a formação do elenco do ano que vem.
"Quando vim, foi para ajudar os mais jovens. E está sendo um grande prazer. Pois a gente vê o crescimento deles, que estão mais experientes para o próximo ano", analisou o jogador, que, aos 35 anos, agora também deverá sugerir nomes, orientar a diretoria sobre o comportamento extracampo dos jogadores pretendidos e, quando for alguém com quem já atuou, até mesmo interceder na negociação.
"A gente vem conversando com o presidente. O Ocimar também dá essa liberdade para a gente dar opinião, de jogador para jogador. A gente já trabalhou com alguns atletas e pode indicar, tirar informações... Isso é importante para formar um grupo forte no próximo ano. Tem de ter esse planejamento conjunto com os atletas."
O Atlético não revelou por quanto saiu o "pacote". Apenas diz que Paulo Baier teve a valorização que mereceu. A negociação foi rápida e o acordo fechado em apenas três reuniões. A primeira ocorreu na segunda-feira. A última, ontem pela manhã. Especula-se que Baier recebesse o teto pago no Atlético entre R$ 50 e 60 mil mensais. Com o aumento, ultrapassará o limite extraoficial do clube.
"Não existe um teto. O que existe é um comprometimento com o orçamento. E isso ocorreu. Chegamos a um valor como ele pediu, mas vamos pagar como podemos", revelou Ocimar Bolicenho, o diretor de futebol do Atlético. "Ele entendeu as necessidades financeiras do clube."
Na prática, o atleta não receberá luvas (uma quantia antecipada). Clube e jogador chegaram a um valor total e o dividiram mensalmente para o ano que vem da seguinte forma: menos no primeiro semestre, que é deficitário por causa do Paranaense; mais nos últimos seis meses, quando a arrecadação é maior.



