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Futebol

Por falta de apoio, FPF lava as mãos sobre o polêmico "supermando"

Vice-presidente da entidade afirma que não encontrou respaldo nos clubes para tentar acabar com confusão causada pelo artigo 9º do regulamento do Campeonato Paranaense

A Federação Paranaense de Futebol oficialmente lavou as mãos em relação ao polêmico "supermando" do Campeonato Paranaense. Quem garante é o vice-presidente da FPFP, Amilton Stival, que afirmou à Gazeta do Povo a intenção da entidade em assumir o papel de Poncio Pilatus em relação à interpretação do artigo 9º do regulamento da competição, que possibilitou ao Atlético, neste ano, mandar as sete partidas da fase final em seu estádio (leia mais no quadro abaixo).

Segundo Stival, depois de tentar achar uma solução para o problema, mas não encontrar respaldo dos clubes, a FPF abriu mão de tentar encontrar uma solução para a polêmica. "Nossa intenção era ter o apoio dos clubes apenas para deixar clara a interpretação do artigo. Não iria se alterar nada e suprimir nada. Só iríamos esclarecer algumas dúvidas e evitar que os clubes tenham novo prejuízo em 2010", disse o dirigente.

A desistência da FPF em achar uma solução para o caso se deu pela falta de retorno dos clubes. "Uma hora você cansa de bater a cabeça na parede. A gente sugeriu algumas coisas, mas não teve o eco", reclamou. "Vamos ver o que os clubes vão inventar. Nesse tempo ficamos só no 'ouvi dizer' e 'vamos ver', mas ninguém se interessou. Agora, o que eles, nossos filiados, determinarem, iremos acatar. Eles sentiram o problema pela e têm que tomar a iniciativa para mudar algo", completou Stival.

A decisão sobre o fim, ou não, dessa polêmica, precisa set tomada nos próximos dias. Isso porque conforme prevê o Estatuto do Torcedor, a tabela e o regulamento do campeonato devem ser apresentados oficialmente com 60 dias de antecedência do início da competição. Em 2010, o estadual vai começar no dia 17 de janeiro e a FPF deve agendar o arbitral da competição já nos próximos dias. "Em breve vamos divulgar a data, mas temos que resolver essa questão. O arbitral será no fim de outubro, mais tardar na primeira semana de novembro".

Futpar se mobiliza

Ao saber pela reportagem da Gazeta do Povo que a FPF lavou as mãos em relação ao caso do "supermando", a Associação dos Clubes Paranaenses, (Futpar) afirmou que irá convocar uma reunião para decidir qual rumo seguir nesta questão. "Até então tínhamos certeza de que a Federação estava cuidando dessa questão, mas se isso for verdade vamos convocar uma reunião para no máximo a próxima semana", disse Joel Malucelli, presidente da Futpar.

Malucelli citou uma possível resistência de alguns clubes em fazer parte da "unanimidade" que pretende alterar o artigo 9º, mas garante que na base da conversa tudo poderá se resolver. "Vou entrar em contato direto com esses clubes para conversar e tentar achar uma solução para essa resistência", disse. "Se a Federação jogou mesmo a toalha, vamos agir", garantiu.

A reportagem entrou em contato com o Coritiba, clube que não faz mais parte da Futpar, para saber sua posição sobre o assunto. O clubem, entretanto, ainda não tem uma posição oficial sobre o assunto. O Londrina, que também não faz parte da associação, foi procurado> Contudo, ninguém foi localizado para comentar o assunto.

TJD aguarda posição dos clubes

No começo do ano o Tribunal de Justiça Desportiva atendeu ao pedido da FPF e determinou que fosse respeitado o "ponto de vista" da entidade sobre a interpretação do regulamento. Ou seja, os primeiros quatro colocados da fase classificatória teriam quatro mandos na fase final. A decisão, entretanto, foi derrubada pelo STJD em julgamento posterior e o "supermando" foi concedido ao Atlético.

Até agora o TJD não foi procurado pelos clubes para opinar sobre o assunto. "Acho difícil o tribunal ter uma ação mais direta no assunto, pois só podemos atuar quando somos provocados para tal. Quando fomos chamados, no começo do ano, tivemos uma manifestação, mas até agora não aconteceu nada", confirmou Ivan Bonilha, presidente do TJD.

Ele, entretanto, se colocou à disposição dos clubes para tentar encontrar uma solução. "Se os clubes procurarem o TJD e fizerem um pedido formal de ajudar, vamos analisar", concluiu.

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