
Neste sábado, no Rio de Janeiro, Anderson Silva faz sua 16.ª aparição no octógono do UFC. Desde 2006, quando estreou no campeonato, então com 31 anos, o paulistano radicado em Curitiba mostrou mais do que técnica apurada, preparo físico impecável e capacidade de superação. Provou que um talento absurdo aliado a dedicação fora do normal nos treinos são os pilares que sustentam um gênio do esporte.
VÍDEO: Anderson Silva luta neste sábado
Dentro do ringue, Spider é incontestável há seis anos. São 15 vitórias consecutivas, o título da categoria média do Ultimate, prêmios, recordes e uma grande dominância. Por isso, as casas de apostas pagam até 13 vezes o valor apostado para quem cravar vitória do americano Stephan Bonnar, adversário no UFC 153, em luta de três rounds pelos meio-pesados (sem o cinturão em disputa). Um talento incontestável, mas que dificilmente renderia tantos frutos sem os anos de disciplina militar e suor derramado nos treinos.
"O Anderson sempre foi um cara que treinou bastante, um CDF de treinamento", fala Rafael Cordeiro, treinador da época de Chute Boxe. "Ele era fora do normal, treinava além do limite", relembra Fábio Noguchi, responsável pela faixa-preta de muay thai do curitibano.
A aptidão física é outro fator que faz de Anderson tão dominante, mesmo aos 37 anos. Com 1,88 m de altura e 1,96 m de envergadura, ele se impõe fisicamente diante da maioria dos rivais. Dono de estilo ímpar, pouco foi atingido e jamais nocauteado na carreira, fato que também prolonga sua vida útil dentro do octógono. "Habilidade para bater sem apanhar", resume o comentarista do canal Combate Luciano Andrade.
O talento nato, porém, representa a maior porção do sucesso de Spider. Criativo, o lutador incorpora golpes de diversas artes marciais. E, mais importante, sabe o momento exato de aplicá-los.
"A luta é uma simples matemática. Você precisa ter noção de tempo e espaço. E ele tem um QI elevadíssimo dentro da luta", opina Noguchi. "O Anderson é extremamente talentoso e frio. É um cara de uma habilidade totalmente fora do comum, daqueles que nascem um a cada cem anos", conclui o companheiro de treinos Rodrigo Minotauro.
"Cara, isso é um problema muito sério, mas eu estou superando [risos]. Que bobagem. É fina mesmo, mas eu sempre levei isso numa boa."
Anderson Silva, lutador de MMA, sobre sua polêmica voz fina.
ESPORTES | 0:30
Favoritíssimo, Anderson Silva, invicto há 15 lutas, enfrenta o americano Stephan Bonnar no Rio de Janeiro



