
No discurso, Antônio Lopes disse que esperava contar com os jogadores mais "cascudos", experientes, para tirar o time da zona do rebaixamento. Na prática, o treinador recorreu aos garotos da categoria de base foram cinco utilizados na última rodada.
É o caso, por exemplo, de Renan "Foguinho". O atleta de 21 anos precisou ir para a Bielorrússia, atuar oito meses emprestado ao Dínamo Minsk, para voltar a jogar pelo clube que o formou. Agora ele espera ganhar terrreno em um time que teve a média de idade de 24 anos na vitória sobre o Flamengo.
"Neste momento o clube precisa sim dos atletas mais experientes, mas também precisa do pessoal daqui [da base]. Essa mescla vai ser muito boa para o Atlético conseguir sair dessa situação", aposta o volante. "Todo mundo está preparado para sair da zona do rebaixamento e respirar um pouco", complementa.
Outro que é formado no CT do Caju e está tendo a oportunidade de jogar é o lateral-esquerdo Héracles, que completará 19 anos no domingo, quando o Atlético enfrenta o Figueirense na Arena. Responsável por um dos gols contra o Flamengo, o primeiro como profissional, o jogador veste a camisa rubro-negra desde os 13 anos.
"Meus pais [professores de filosofia] só pediram para eu não parar de estudar. Eu fiz isso e completei o ensino médio", conta Héracles o nome é uma referência a um semideus da mitologia grega, filho de Zeus.
"Neste momento o Atlético precisa de todos. O convívio com os jogadores experientes é importante, mas nós, novos, estamos procurando o nosso espaço", emenda o defensor.
Mas por que a intenção do treinador de usar um time mais rodado não se concretizou no último jogo? O preparador físico Riva Carli tem na ponta da língua a resposta. "Tínhamos alguns jogadores mais experientes que não estavam 100% para jogar", explicou. "Não adianta ser cascudo se não aguenta o jogo", ressalta, esperando que com essa semana intensa de treinamentos a situação dos veteranos mude.



