
Mal desembarcou em Curitiba, no início da madrugada de terça-feira, depois da derrota no Recife, e o Atlético já sentiu o clima da decisão de domingo, contra o Flamengo. Cerca de 200 torcedores, com direito a batucada no saguão do Aeroporto Afonso Pena, recepcionaram a delegação com gritos de incentivo.
Apenas o primeiro passo de uma semana que será de intensa mobilização na Baixada. No entanto, sem novidades na preparação dos jogadores, visando ao confronto que decidirá o futuro do clube na Primeira Divisão do Brasileiro. "Vamos seguir com o que vem sendo feito e já mostrou ser eficiente", diz Marco Malucelli, vice-presidente de futebol atleticano.
O que significa: concentração no CT do Caju os atletas já estão enclausurados e ficarão assim até o domingo ; o tradicional churrasco de quarta-feira; vídeos motivacionais do técnico Geninho; e muita, mas muita conversa. Ontem, antes do treinamento, ocorreu a primeira.
"O trabalho psicológico, a conscientização do que fazer e como fazer, o que representa o resultado do jogo, traz uma carga muito grande. Mas temos que saber conviver com isso. E temos de ter a tranquilidade, pois sabemos que estamos fazendo o nosso melhor", afirma Geninho. Nessa questão, ele continua trabalhando com a psicóloga Suzy Fleury, que o auxiliou na campanha do título nacional em 2001.
Premiação extra a diretoria do Furacão descartou, segue a mesma tabela definida na chegada de Geninho. Assim como não irá motivar financeiramente os adversários dos rivais na disputa contra a degola caso do Internacional, que pega o Figueirense, e o Vitória, oponente do Vasco. "Precisamos motivar um time como o Inter? Temos que pensar que dependemos apenas de nós mesmos", comenta Malucelli.
Em relação à torcida, apoio não vai valtar nas arquibancadas. "A parte da torcida será feita e nós acreditamos que os jogadores também estão comprometidos", diz Julio César Sobota, presidente da torcida organizada Os Fanáticos, idealizador da recepcão aos atletas.
"Os atleticanos estão sempre com o Furacão. Não como os rivais, que jogaram lixo no time e ainda apanharam dos jogadores", completa Sobota, fazendo referência ao incidente no mesmo aeroporto entre a equipe e torcedores do Coritiba, em 2006.
"Foi uma recepção muito calorosa. A torcida mostrou que está jogando junto e já vem mostrando isso há algum tempo. O que temos de fazer é retribuir correndo muito, se dedicar muito, apresentar um bom futebol e sair da Arena com a sensação de dever cumprido, que é livrar o Atlético da Segunda Divisão", comenta o volante Zé Antônio.



