
A partir de agora, cada rodada é decisiva para o Tricolor no Campeonato Paranaense. O histórico do clube nas duas últimas temporadas mostra que, do oitavo jogo em diante, se os resultados não aparecerem, mudanças estão mais propícias a acontecer na casa paranista. Portanto, quando entrar em campo nesta quarta-feira, às 19h30, diante do Operário Ferroviário, na Vila Capanema, a equipe do técnico Marcelo Oliveira, ao mesmo tempo em que busca sua recuperação no torneio não vence há quatro partidas pelo Regional , terá de saber lidar com essa pressão extra.
"A cada oportunidade perdida, aumenta a responsabilidade e o clima decisivo. A gente concorda com o empenho e dedicação dos jogadores, mas precisamos de um pouco mais de constância. E de pontos", aponta Oliveira, que, até aqui, com duas vitórias, três empates e duas derrotas, soma nove pontos e 43% de aproveitamento no Estadual.
Em 2008, o técnico Saulo de Freitas tinha campanha idêntica à do atual comandante antes de enfrentar o Iraty, pela oitava rodada. Perdeu em casa, por 2 a 0, não resistiu e foi substituído por Paulo Bonamigo.
No ano seguinte, Paulo Comelli, apesar do baixo desempenho, durou dez partidas. Até o sétimo duelo, somava duas vitórias, um empate e quatro derrotas. Caiu após o tropeço para o Nacional, também por 2 a 0, na décima rodada. Quem assumiu foi Wagner Velloso, que ficou apenas até o fim do Estadual.
Desta vez, a situação parece ser diferente. Mesmo aumentando a cada tropeço, a pressão sob os ombros de Oliveira não é tão intensa quanto nos dois anos anteriores. A própria diretoria do clube já avisou que o Paranaense é somente um laboratório para formar a equipe que disputará o principal objetivo da temporada: a Série B.
"O trabalho está sendo da maneira que foi traçado pela diretoria. Só que o futebol anda junto com resultado. E como ele não está vindo, o trabalho do Marcelo (Oliveira) e dos jogadores não aparece", diz o meia-atacante Márcio Diogo, que diante do Fantasma fará dupla de ataque com Marcelo Toscano.
A transformação de trabalho em resultado, no entanto, depende essencialmente de gols. Para isso acontecer, a pontaria tricolor vai precisar melhorar muito.
"Eu estou muito tranquilo em relação a tudo. Não sou de me queixar. Se uma ou duas bolas tivessem entrado, o trabalho seria excepcional e estaria tudo certo", diz o comandante. "Não é possível que um time que se dedica tanto esteja nessa condição", fecha o treinador, que, com um triunfo nesta quarta, diante da torcida, espera inaugurar uma nova fase na Vila Capanema.
Ao vivo
Paraná x Operário, às 19h30, no PFC e no tempo real da Gazeta do Povo (www.gazetadopovo.com.br/esportes).



