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Fórmula 1

Primeiro teste indica um ano promissor para Massa e Ferrari

Brasileiro é o mais veloz na sessão coletiva realizada na Espanha, deixando para trás Michael Schumacher

De volta à pista: Felipe Massa considerou o F60 mais fácil de guiar que seu antecessor | Jose Jordan/AFP
De volta à pista: Felipe Massa considerou o F60 mais fácil de guiar que seu antecessor (Foto: Jose Jordan/AFP)
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Michael Schumacher – de vermelho, só o capacete |

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Michael Schumacher – de vermelho, só o capacete

Se a temporada passada foi bastante difícil para Felipe Massa e a Ferrari, por causa do acidente do piloto e a pouca competitividade do modelo F60, o primeiro treino com o carro de 2010, ontem, em Va­­lencia, na Espanha, sugere que a deste ano pode ser promissora.

"O carro é mais fácil de guiar, de ser acertado, constante, confiável, tem boa aderência, enfim, é muito cedo, mas é sempre bom começar na frente", disse Massa, autor do melhor tempo no circuito Ricardo Tormo, com 1min12s574.

Foi a primeira vez que o brasileiro participou de uma sessão co­­­le­­tiva da categoria desde 25 de ju­­lho do ano passado, quando sofreu um grave acidente no treino classificatório para o GP da Hungria.

Sete equipes utilizaram o primeiro dos 15 dias possíveis de treino pelo regulamento antes de o campeonato começar, dia 14 de março com o GP de Bahrein: Fer­­rari, McLaren, Mercedes, Renault, Williams, Toro Rosso e Sauber. O público correspondeu: as arquibancadas sobre a área dos boxes estavam lotadas, sob a temperatura que variou de 10 a 12 °C.

A grande atração do dia foi a volta, agora na Mercedes, de Mi­­­cha­­el Schumacher à Fórmula 1 de­­­pois de abandoná-la no GP do Brasil de 2006. Mas quem surpreendeu foi a Ferrari. "Não esperava um dia tão produtivo", falou Massa, sorridente. "Não tivemos um único problema na primeira vez que o carro foi para a pista, completei 102 voltas. No ano passado, já na estreia o F60 nos criou dificuldades, além de não ser equilibrado, o que não é o caso do mo­­delo deste ano", explicou o piloto.

Hoje ele volta a trabalhar com o F10. No fim da sessão que começou às 10 horas e acabou às 17, com apenas uma interrupção a 15 minutos do fim, Massa e Schu­­ma­­cher travaram uma batalha no lento traçado de 4.005 metros. "É estranho ver o Schumacher com um carro prateado. Eu o passei duas vezes e ver o seu capacete vermelho num Fórmula 1 que não é vermelho...", comentou Massa.

Prudente, lembrou que com a proibição de reabastecer de gasolina, este ano, a enorme variação de combustível no tanque pode mascarar completamente os resultados. Deu a entender não acreditar na segunda melhor marca do dia, estabelecida por Pedro de la Rosa, com a Sauber, 1min12s784 (74 voltas). Schumacher registrou o terceiro tempo, 1min12s947 (40). A maioria treinou com 80 ou 90 quilos de gasolina, valor médio esperado durante as corridas este ano.

Rubens Barrichello realizou o primeiro teste com o time em que sempre desejou pilotar, a Williams. "É tudo muito diferente no carro com essas novas regras. Vamos es­­­tar a maior parte do tempo muito pe­­­­sados", explicou. Deu 75 voltas com o mo­­delo FW32. "Nosso maior problema é a forte tendência de sair de frente, causada principalmente pelos pneus 3 cm mais estreitos es­­­­te ano. É algo que temos de trabalhar."

Uma pane elétrica no acelerador o deixou parado no fim do dia, único problema dentre todos os carros novos. Rubinho ficou com o sexto tempo, 1min14s449. Hoje ele volta a pilotar o FW32.

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