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Coritiba

Prioridade da nova gestão é adequar o time ao tamanho do orçamento

Discussão sobre o departamento de futebol do clube começa com a revisão da folha salarial e a procura por novas fontes de renda

Temendo protestos violentos, a polícia reforçou a segurança no Couto Pereira, mas não teve trabalho algum no dia em que o Coritiba aclamou a nova diretoria | Antonio Costa/ Gazeta do Povo
Temendo protestos violentos, a polícia reforçou a segurança no Couto Pereira, mas não teve trabalho algum no dia em que o Coritiba aclamou a nova diretoria (Foto: Antonio Costa/ Gazeta do Povo)

Um time do tamanho do orçamento do clube, e não o contrário. Com essa máxima, a nova gestão deverá começar a discutir hoje o departamento de futebol do Cori­­tiba. A prioridade é não repetir os erros dos dois anos anteriores – quando o Alviverde gastou sem ter dinheiro para pagar.

"Seguramente vamos ter de revisar a folha. Nada ainda foi discutido, mas teremos de fazer um time de acordo com o nosso orçamento e não o contrário", afirmou Carlos Zanetti, um dos novos membros do G9.

Mesmo antes de ser eleita, a nova gestão do Alviverde já começou o trabalho conjunto. O grupo se reuniu na manhã de ontem – a eleição ocorreu à noite –, para tratar das dificuldades financeiras. Ao final, o clima era menos desesperador do que se imaginava.

"É difícil, mas nada que não possa ser contornado", analisou Fernando Ghignone um dos preferidos para ocupar a pasta do marketing.

Mesmo com a necessidade de cortes, o G9 imagina que terá de conseguir ainda cerca de R$ 10 milhões para equilibrar o caixa e manter uma folha total por volta do R$ 1,5 milhão – o que, neste ano, foi gasto apenas com o futebol. Os primeiros a deixar o clube foram João Carlos Vialle, que era diretor de futebol, e Maurício Cardoso, supervisor. Hoje, começam as discussões sobre os cortes no elenco. E até o salário da comissão técnica chegou a entrar em pauta. Por enquanto, esse deverá ser o único setor que não será mexido.

"Não há o que fazer (com a comissão). Todos têm contrato. E, para ocorrer uma diminuição, apenas se fosse em comum acordo", afirmou Vilson Ribeiro de Andrade, que está à frente do novo grupo que comporá o Con­­selho Administrativo – embora Cirino continue como presidente. Ele completou: "Para falar bem a verdade, isso é o que menos me preocupa."

O dirigente colocou quatro prioridades para serem atacadas já no primeiro mês de gestão: a questão da interdição do Couto Pereira, a busca por recursos, a definição no futebol e uma ação de marketing para chamar o torcedor novamente para próximo do clube.

No caso do estádio, a primeira providência deverá ser o alargamento do fosso. No futebol, existe a possibilidade do retorno de Tonico Xavier – mesmo assim, Felipe Ximenes, pela proximidade que tem com Jair Cirino, é o nome mais forte para comandar a área. Já sobre dinheiro, o clube espera tomar o lugar que o Vasco ocupou na Segunda Divisão, sendo o preferido da tevê, e tentará usar isso para conseguir novos patrocínios.

"Tem vaga de patrocínio na manga, nas costas... Temos de correr atrás disso, pois os valores do BMG já estão todos comprometidos", revelou Ernesto Pedroso.

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