
O psicológico é a força usada pelo paraquedista Luigi Cani, 39 anos, para vencer os desafios que realiza. Em um deles, passou, em um salto, por baixo do braço direito do Cristo Redentor. Em 2005, tornou-se recordista mundial de velocidade em queda livre, em um salto que atingiu 552 km/h (duas vezes mais rápido que um carro de Fórmula 1). "Sou um profissional do risco. Sinto medo como uma pessoa normal, a diferença é que gosto desse medo porque sei que ao vencê-lo, terei uma sensação muito boa", diz o curitibano, há 11 anos na Califórnia. Cada salto é calculado dezenas de vezes. Uma equipe de profissionais planeja e filma cada projeto. O resultado é vendido para a televisão. A próxima será no primeiro semestre de 2010: saltar ao lado de um avião caça russo. O perigo é sua profissão. Quanto ganha, não comenta. Prefere ressaltar a singularidade do que faz: "O sonho mais forte da humanidade sempre foi voar. O que faço é muito próximo disso", fala.







