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Aos 39 anos, o peso supergalo Giovanni Andrade entra nesta sexta-feira para o hall dos boxeadores brasileiros que tiveram a oportunidade de enfrentar uma lenda dos ringues. Seu adversário, no Fontainbleau Hotel, em Miami (EUA), será o cubano Guillermo Rigondeaux, bicampeão mundial (2001 e 2005) e bicampeão olímpico (2000 e 2004), que acumulou um cartel no amadorismo de 243 vitórias e quatro derrotas.

A carreira de Rigondeaux está sendo tratada para que o título mundial venha já em 2010. Em duas lutas como profissional este ano, foram duas vitórias por nocaute. Ele desertou da equipe cubana durante os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, juntamente com Erislandy Lara. Os dois foram presos e deportados para Havana. Insatisfeitos com o regime de Fidel Castro, voltaram a abandonar o país e hoje têm contrato com a empresa alemã Arena Box Promotions e se apresentam em ringues norte-americanos.

Canhoto, pegador e com uma movimentação de pernas perfeita, Rigondeaux, de 28 anos, não teve problemas para vencer Juan Noriega (3º round) e Robert Guillen (1º). "Trata-se de uma missão muito difícil, mas o Giovanni tem habilidade para levar o combate por vários rounds", disse Newton Campos, presidente da Federação Paulista de Boxe.

O cartel do brasileiro, pelo menos nos números, é muito superior ao de Rigondeaux. Após 325 rounds, Giovanni soma 60 vitórias (49 nocautes) e 11 derrotas. Em três oportunidades, o lutador baiano esteve diante de grandes nomes do boxe. Em 1996, foi derrotado por Johnny Tapia, então campeão da Organização Mundial, em Los Angeles. Em 2003, na Alemanha, caiu no terceiro assalto diante de Wladimir Sidorenko. Seu último duelo importante foi contra o porto-riquenho Juan Manuel Marquez: nocaute no primeiro assalto.

Giovanni sabe que uma vitória será quase impossível, mas o duelo com Rigondeaux já entrou para a história do boxe brasileiro.

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