
No campo, o clima é de relativa tranquilidade. Entre dispensas e apresentações de reforços, o elenco do Paraná trabalha em ritmo de intertemporada. Já fora dele, há uma disputa quente em andamento na Vila Capanema. E no centro dela, está a permanência ou não do técnico Wágner Velloso para a Série B.
Que o treinador não é unamidade no Tricolor já era sabido. Principalmente em virtude dos últimos resultados, que deixaram a equipe sem chances de título no Paranaense e desclassificada precocemente da Copa do Brasil. A novidade é que, embora o presidente do clube, Aurival Correia, garanta e permanência de Velloso, isso pode não acontecer.
"Ele fica, com certeza. Inclusive, reunimos a diretoria ontem à noite (terça-feira), falamos sobre o assunto e está tudo bem", diz Correia.
Palavra do mandatário maior no Durival Britto e principal defensor da continuidade no cargo de técnico Velloso tem contrato assinado até o final do ano e chegou há menos de dois meses, no dia 10 de março.
Porém, há correntes atuando dentro do clube que pensam de forma bem diferente. E já têm até o nome do provável substituto: Vágner Benazzi. Considerado o "Rei do Acesso", ele já foi consultado sobre vir para a Vila Capanema nos próximos dias.
Ainda ontem, Benazzi recusou uma oferta do Criciúma para comandar o time catarinense na Série C. Revelou ter propostas de duas agremiações, uma da Primeira Divisão e outra da Segunda. Procurado no dia de ontem pela reportagem, ele não atendeu os telefonemas.
O presidente nega essa queda de braço. "Na órbita da diretoria não há nenhum problema com o Velloso. Todo dia nos oferecem técnicos, mas não falamos com ninguém".
Por sua vez, o atual técnico afirma estar tranquilo. "Sinceramente, não me preocupo. Não sou eu quem vou resolver e não tenho motivo para questionar a diretoria. Estou preocupado com o time", diz Velloso.
A pressão interna pela mudança ganha reforço externo, da Fúria Independente, maior torcida organizada do Paraná. No empate com o Fortaleza (que valeu a saída da Copa do Brasil), a facção hostilizou Velloso. E em outro empate, agora com o Iraty, chegou a abandonar o estádio durante a partida.
Nesse cenário, quem pode ter papel decisivo é Márcio Villela, vice-presidente de futebol paranista. Por enquanto, ele mantém posição neutra, pelo menos publicamente. Sempre que perguntado sobre o tema, Villela prefere tratar da remontagem do elenco, visando à dura caminhada de retorno à elite.



