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Brasileiro

Queda na Arena provoca insônia nos paranistas

"Para ser sincero, foi muito difícil dormir". A frase de Beto, volante e capitão do Paraná, dá a idéia de como foi o dia de ontem para os paranistas. Enquanto tentam digerir a derrota por 2 a 1 para o Atlético, no último domingo, e vêem aumentar as dificuldades para escapar do rebaixamento, os tricolores unem forças para reverter o abatimento em ânimo e reagir no Brasileiro. A começar pela partida contra o Fluminense, domingo às 18h10, na Vila Capanema.

Contudo, antes de pensar no duelo contra os cariocas é preciso curar a ressaca do fracasso na Arena, que ainda incomoda os tricolores. "Não vou falar que os ânimos já se acalmaram, porque a partida ainda não saiu da cabeça", assumiu Beto, na tarde de ontem, durante o descanso que antecedeu os trabalhos voltados para o confronto contra o time das Laranjeiras, que começam hoje. Ele não é o único a sofrer com as lembranças do clássico. "É ruim para dormir, para caminhar, para tudo", disse o jovem meia Éverton, que ainda reclama do pênalti que Rogério Corrêa teria cometido sobre ele e que não foi marcado por Carlos Simon.

Cientes da necessidade de pôr uma pedra no assunto Atlético e direcionar o pensamento no Fluminense, os tricolores partem agora para um desafio que não admite margem de erro. O Paraná precisa vencer todos os cinco jogos que restam para fazer em casa e, se quiser se garantir entre a elite do futebol brasileiro em 2008, trazer ainda três pontinhos nas seis partidas fora de casa. Difícil, mas não impossível.

Apesar de fazer uma das piores campanhas do returno (com cinco derrotas, duas vitórias e um empate) e do clima cada vez mais tenso motivado pela queda de mais uma posição na tabela (da 17.ª para a 18.ª), ainda há tempo para ser feliz. "O primeiro passo é conseguir 100% de aproveitamento nesses jogos restantes em casa e tentar adquirir uma gordurinha nas partidas fora", resumiu Beto. "E esses jogos fora são confrontos diretos contra equipes que também estão na luta contra o rebaixamento. Uma vitória nesses confrontos pode mudar tudo", lembrou Éverton.

Enquanto a ferida aberta no domingo é curada, surge agora outra peleja: mobilizar uma torcida que vem sofrendo muito nos últimos jogos para apoiar um time que não vem correspondendo em campo. Um voto de confiança é o que todos pedem. "Essa é a hora que mais precisamos dela", afirmou Éverton. "Estamos conscientes de que o momento é difícil para todos, jogadores, torcida e diretoria, por isso temos de mudar essa situação o quanto antes. Esforço não vai faltar", prometeu Beto, ansioso por receber o apoio de um estádio lotado no domingo. Resta saber como a torcida tricolor vai reagir.

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