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Suburbana - 1ª divisão

Quitéria vence infortúnios e se garante na Divisão Especial

Clube bate o Osternack, mesmo com titulares faltando ao jogo, graças ao atacante Alcides

Com muito suor, bombas e atuação de gala de atacante, o Santa Quitéria garantiu, sábado, o acesso à Divisão Especial de 2008 da Suburbana. A vaga foi confirmada após triunfo (3 a 2) sobre o Osternack, em uma das semifinais da Primeira Divisão – no jogo de ida o placar foi 0 a 0.

A classificação por pouco não vingou. Faltando um minuto para o apito inicial, três jogadores titulares não apareceram para jogar. A atitude nada profissional do trio (mesmo se tratando de futebol amador) obrigou o técnico Luiz Carlos Goiaba a reformular as armadilhas, já ensaiadas no único treino da semana, para encurralar o adversário. Com o imprevisto, o treinador do Osternack, Joaquim Bezerra, que não pôde comandar nenhum coletivo antes do jogo, em virtude da indisponibilidade do elenco, vibrou com a baixa de última hora no rival e mandou o time se mandar para o ataque.

Poderia ter êxito se não fosse a tarde inspirada de Alcides. Com liberdade, o atacante do Quitéria disparou pela esquerda e bateu cruzado para inaugurar o placar no Estádio Maurício Fruet. Isso aos três minutos de jogo. Mas o páreo era duro. Do outro lado, Cachorrão vestia a camisa 11 da equipe de Bezerra. Valendo-se do apelido, ele avançou em direção a meta de Jonas e, na pequena área, chutou com raiva para empatar. O faro de gol do artilheiro assustou o Santa Quitéria, que passou sentir a classificação seriamente ameaçada.

No entanto, a estrela de Alcides brilhou em meio ao futebol violento praticado pelas duas agremiações. De cabeça, ele desempatou e, de voleio, ampliou a vantagem para 3 a 1. " Eu não dormia mais por causa desse jogo. Não podíamos jogar oito meses de trabalho fora", lembrou o artilheiro.

No abafa, Osternack conseguiu um pênalti, bem batido por Ronei, para descontar.

O destaque negativo ficou por conta do péssimo comportamento de alguns torcedores. Apesar da maciça presença do público feminino e crianças, nas arquibancadas era bomba para todo lado. A atitude mobilizou o grupo da Polícia Militar presente no estádio. Aos berros, um torcedor se divertia com a tolice. "É o Bin Laden acertando a bomba". Já um outro, assustado com a situação, devolvia; "Primeiro a família, depois o futebol'', dizia, preocupado com a integridade física de todos aqueles que foram ao estádio à procura de diversão na agradável tarde de sol curitibana.

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